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Amizade com Chacarita impulsiona São Paulo antes do Boca

A relação histórica entre Tricolor e clube argentino vira combustível para a partida decisiva na La Bombonera.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Amizade com Chacarita impulsiona São Paulo antes do Boca

Com 2 a 0 na vantagem conquistada no Morumbi, o São Paulo encara o Boca Juniors nesta terça‑feira, às 21h30, na La Bombonera, pela fase decisiva da Sul‑Americana; a torcida do Chacarita Juniors, clube argentino parceiro, promete transformar a partida em um espetáculo de apoio que vai além das arquibancadas.

Fundado em 1906, o Chacarita Juniors disputa a segunda divisão argentina, mas carrega tradição e uma torcida participativa; a coincidência cromática – ambas as equipes vestem tricolores – foi o ponto de partida de uma amizade que se consolidou nos anos 1990, quando o São Paulo começou a fazer aparições frequentes na Copa Libertadores e precisava atravessar a Argentina.

O vínculo ficou marcado na semifinal da Libertadores de 2005, quando torcedores do Chacarita lotaram o Monumental de Núñez ao lado da barra tricolor; levaram uma faixa provocando o River Plate e cantaram a adaptação da música “Ella Se Llamaba”, que se transformou no canto “Vai lá de coração”, ainda entoado nas arquibancadas do Morumbi nas conquistas de 2006 a 2008.

Em 2012, a amizade ganhou nova camada durante a final da Sul‑Americana entre São Paulo e Tigre, principal rival do Chacarita; a torcida argentina acompanhou a partida de ida em La Bombonera e, na volta, protestou contra a violência policial que impediu o Tigre de jogar, resultando na conquista do título pelo Tricolor e em mais provocações contra o rival do Chacarita.

O reencontro oficial ocorreu em 2016, quando o Chacarita celebrou seus 110 anos com um amistoso contra o sub‑20 do São Paulo; jovens como Éder Militão e Luiz Araújo marcaram, e a vitória por 2 a 1 ficou eternizada em um grafite no estádio, que recebeu nova homenagem do artista argentino Allan Salles em 2023.

Para o Tricolor, a presença do Chacarita funciona como um reforço psicológico: a memória de apoio incondicional nas noites de River e Tigre cria um clima de confiança que pode neutralizar a pressão da torcida do Boca; taticamente, o técnico pode aproveitar a energia extra para manter a postura ofensiva que garantiu os dois gols no primeiro jogo, enquanto a defesa busca replicar a solidez exibida contra o River.

O próximo passo é o duelo em Buenos Aires, onde o Boca Juniors tenta reverter a desvantagem; observaremos se a atmosfera criada pelos amigos do Chacarita influenciará a postura dos jogadores do São Paulo e se a estratégia de manter a posse de bola será suficiente para conter o ritmo intenso do Boca.

Fonte: ge.globo

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