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Anthony Valencia revisita raízes ao enfrentar Independiente del Valle

O atacante do Flamengo encara o clube que o formou, enquanto a partida decide vaga nas semifinais da Libertadores.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Anthony Valencia revisita raízes ao enfrentar Independiente del Valle

Anthony Valencia, de camisa 14 do Flamengo, encara o Independiente del Valle nas quartas de final da Libertadores, reencontrando o clube que lhe deu os primeiros passos profissionais. O confronto decide quem avança ao último quartel‑estrela da competição sul‑americana, e tem peso emocional para o atacante equatoriano. É a primeira vez que ele joga contra a equipe que o formou, depois de três temporadas entre a Bélgica e o Brasil.

O Independiente del Valle, referência em categorias de base e campeão da Libertadores sub‑20 em 2020, chegou a Quito como um dos favoritos ao título, enquanto o Flamengo, atual campeão brasileiro, busca retomar a hegemonia continental que não conquista desde 2019. A partida, marcada para 12 de setembro, será disputada no Estádio Rodrigo Paz Delgado, com torcida mista e alta expectativa de público. Para o Flamengo, vencer garante a semifinal contra o vencedor do duelo entre Palmeiras e River Plate.

Valencia iniciou a carreira no Deportivo Azogues antes de entrar nas categorias de base do Independiente del Valle, passando pelo filial Independiente Juniors na segunda divisão equatoriana. Em 2020, participou da campanha da Libertadores sub‑20, marcando contra Colo‑Colo e Jorge Wilstermann, embora tenha sido reserva na final. Seu salto para a Europa aconteceu em junho de 2022, quando o Royal Antwerp pagou cerca de €5 milhões; após três jogos, o atacante foi contratado pelo Flamengo em dezembro daquele ano.

Santiago Morales, gerente‑geral do Del Valle, relembrou o temperamento competitivo de Valencia, descrevendo‑o como “introvertido, mas com fome de jogo”. Morales destacou que o jovem se irritava quando não era escalado, como na final sub‑20, e que a mãe de Valencia foi peça fundamental na sua formação. O dirigente ainda ressaltou que o atleta evoluiu “muito mais” desde a partida em Quito, mostrando maturidade e vontade de ser protagonista.

Taticamente, Valencia chega ao Flamengo como opção de velocidade nas pontas, capaz de abrir espaços para Vini Jr. e Arrascaeta. O técnico Dorival Júnior pode utilizá‑lo como substituto ofensivo ou iniciar a partida para explorar a pressão alta contra um Independiente que costuma jogar em bloco compacto. Se Valencia reproduzir o ritmo que o levou ao destaque na base, ele pode ganhar minutos valiosos na Libertadores, reforçando sua candidatura à seleção equatoriana, que o convocou para a Copa do Mundo, mas ainda não o utilizou em jogos oficiais.

Do ponto de vista financeiro, a boa performance contra o Del Valle pode elevar o valor de mercado de Valencia, que ainda tem contrato até 2029 com cláusula de renovação. Uma exibição de destaque em um palco continental pode atrair olhares de clubes europeus, replicando o caminho de Moisés Caicedo e Gonzalo Plata. Além disso, o retorno emocional ao clube formador cria uma narrativa que engaja a torcida equatoriana e a base de fãs do Flamengo, potencializando merchandising e conteúdo nas redes sociais.

A partida de Quito será o primeiro teste real de Valencia na Libertadores como titular do Flamengo. Os olhos estarão na sua movimentação, finalização e capacidade de manter a pressão defensiva. Um bom desempenho pode garantir-lhe uma vaga nas semifinais e consolidar sua posição no elenco, enquanto o Independiente del Valle buscará a revanche histórica. O próximo desafio do Flamengo será a semifinal contra o vencedor de Palmeiras × River Plate, onde a continuidade de Valencia será decisiva.

Fonte: ge.globo

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