Arsenal falha em contratar atacantes e recorre a reforços estratégicos
A lista de mais de 20 alvos revelou a ambição ofensiva do clube, mas a janela acabou marcada por contratações pontuais e limites financeiros.

O Arsenal encerrou a temporada 2025/26 como campeão da Premier League e vice‑campeão da Champions League, mas saiu da janela de transferências sem nenhum dos atacantes listados, um revés que pode limitar as opções de Mikel Arteta na ponta esquerda e no centro‑avançado.
A diretoria, segundo a BBC Sport, elaborou um dossiê com mais de 20 nomes, dos quais 11 eram ofensivos, refletindo a necessidade de substituir Leandro Trossard e Gabriel Martinelli, que nunca consolidaram a posição de ponta esquerda. Entre os alvos estavam Vinicius Junior, que preferiu permanecer no Real Madrid, e João Pedro, tratado como “inegociável” pelo Chelsea.
Outros nomes que não avançaram incluíram Morgan Rogers (ex‑Aston Villa, vendido ao Chelsea por £117 mi), Bradley Barcola (foi para o Liverpool por £106 mi), e Julian Álvarez (Atlético de Madrid). A recusa em superar a faixa de £80 mi para Rogers revelou um teto de gastos que o clube manteve para preservar o Fair Play financeiro.
Enquanto os atacantes escaparam, o Arsenal conseguiu reforçar áreas estratégicas: Bruno Guimarães chegou por valor acessível, substituindo Elliott Anderson e Sandro Tonali; o zagueiro Ezri Konsa, vindo do Aston Villa, trouxe experiência e versatilidade; o goleiro Illan Meslier assinou após encerrar contrato com o Leeds; e o ponta grego Christos Tzolis, vindo do Club Brugge, já assumiu a titularidade na esquerda.
A ausência de um atacante de elite obriga Arteta a improvisar. Martinelli e Trossard ainda dividem a ponta esquerda, enquanto o centro‑avançado depende de Gabriel Jesus e a criatividade de Guimarães para criar jogadas. Financeiramente, a estratégia de priorizar jogadores já adaptados à Premier League reduz riscos, mas deixa a equipe vulnerável a defesas bem organizadas como a do Chelsea, que reforçou seu ataque com João Pedro.
Do ponto de vista tático, a chegada de Guimarães oferece maior controle de ritmo e transição, permitindo que Arteta jogue com um bloco mais compacto. Tzolis, por sua vez, traz velocidade e capacidade de cortar para dentro, o que pode aliviar a pressão sobre a ala esquerda. No entanto, a falta de profundidade no ataque pode se tornar crítica em confrontos de alta intensidade, como o próximo clássico contra o Manchester City.
O Arsenal abre a próxima fase da temporada contra o Tottenham Hotspur em 13 de setembro, um duelo que testará a nova configuração ofensiva sem um nome de peso. Observadores deverão acompanhar a evolução de Tzolis e a integração de Guimarães, enquanto a diretoria já sinaliza interesse em reforços de ataque no próximo período de transferências.
Fonte: Trivela
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.





