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Avaí encara maratona contra o G-6 e luta por permanência

Sequência de seis jogos contra clubes da primeira metade da tabela coloca o Leão da Ilha na reta final da Série B.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Avaí encara maratona contra o G-6 e luta por permanência

O Avaí inicia uma sequência de seis confrontos que inclui quatro equipes do G-6 da Série B, um cenário que pode definir sua permanência na segunda divisão. O calendário, que se estende de 30 de agosto a 27 de setembro, coloca o Leão da Ilha contra clubes que disputam acesso direto, elevando a pressão sobre técnico Allan Aal. Cada ponto conquistado ou perdido terá peso direto na luta contra a zona de rebaixamento.

Na tabela, o Avaí ocupa a 16ª posição, sendo o primeiro clube fora da zona de queda, com apenas um ponto à frente do Ceará (17º) e dois do Náutico (15º). O desempenho em casa tem sido mais sólido, com 50% de aproveitamento, enquanto o rendimento fora de casa permanece em 30,5%. Essa disparidade evidencia a necessidade de melhorar a consistência nos jogos como visitante, onde a maioria dos adversários do G-6 joga.

A sequência inclui: Avaí × Atlético‑GO (30/08, 16h, Ressacada), Novorizontino × Avaí (05/09, 16h, Jorge Ismael de Biasi), Fortaleza × Avaí (09/09, 19h30, Castelão), Avaí × Vila Nova (14/09, 21h30, Ressacada) e Criciúma × Avaí (27/09, 11h, Heriberto Hülse). Dos seis jogos, apenas dois são na Ressacada, reforçando a necessidade de resultados fora de casa contra Criciúma, Vila Nova, Novorizontino e Fortaleza, que ocupam respectivamente 1º, 3º, 4º e 5º lugares.

Em coletiva nesta quarta‑feira, o atacante Felipe Vizeu destacou a dificuldade da agenda: “A Série B é uma competição de extrema dificuldade, vamos pegar jogos fora com times difíceis. Pegamos o Sport, que tava ali [G‑6], Operário‑PR fora de casa e conseguimos vencer os jogos. É essa batida.” O próprio Vizeu elogiou o trabalho tático de Allan Aal, afirmando que a equipe tem “doado o nosso melhor pra fazer com perfeição”.

Do ponto de vista tático, Allan Aal precisará ajustar o esquema para equilibrar a defesa contra o ataque veloz de Criciúma e Fortaleza, ao mesmo tempo que explora a criatividade de Vizeu e Jean Lucas nas transições. Uma melhora no aproveitamento fora de casa pode significar a diferença entre garantir a permanência e entrar em zona de risco, com repercussões financeiras claras: manter a Série B assegura contratos de TV mais robustos e evita a perda de patrocínios associados à queda para a Série C.

Em outubro, a agenda alivia um pouco: o Avaí recebe consecutivamente Ceará (17º) e Londrina (18º) na Ressacada, duas equipes que hoje estão abaixo da tabela. Esses confrontos oferecem a oportunidade de recolher pontos essenciais e criar uma margem de segurança antes do encerramento da competição, permitindo ao técnico testar variações táticas sem a pressão imediata dos clubes do topo.

O próximo desafio será contra o Atlético‑GO, às 16h de domingo, 30 de agosto, na Ressacada. Uma vitória abrirá caminho para encarar o Novorizontino em território adversário, enquanto uma derrota aumentará a vulnerabilidade diante dos clubes que lideram a tabela. Torcedores e analistas deverão observar a performance defensiva nos primeiros 30 minutos e a capacidade de Vizeu de converter chances em gols, indicadores críticos para a sobrevivência do Avaí.

Fonte: ge.globo

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