Barcelona bate Racing, bate recorde e expõe fragilidade
Vitória por 7 a 2 reforça o ataque de Hansi Flick, mas a linha alta deixa brechas perigosas.

Na quarta‑feira, 16 de setembro de 2026, o Barcelona goleou o Racing Santander por 7 a 2 no Camp Nou, mantendo o aproveitamento de 100% na temporada e estabelecendo um novo marco histórico de sete vitórias em sete jogos em LaLiga e Champions League.
A arrancada coloca o clube catalão à frente de todas as equipes europeias, mas também supera recordes anteriores dos elencos de 1929/30, 1960/61 e 2018/19, que haviam conseguido apenas seis triunfos consecutivos desde o início de uma campanha.
O duelo contra o Racing evidenciou a multiplicidade ofensiva de Hansi Flick: quando a marcação adversária se estreita, o Barça cria armadilhas com passes curtos e tabelas; contra blocos médios, abre espaços entre as linhas; e contra defesas recuadas, recorre a dribles, combinações rápidas e finalizações de longa distância, como os dois gols de João Cancelo.
No centro da ação, Raphinha atuou como falso 9, acumulando 11 gols e três assistências em sete partidas, três dos quais marcados contra o Racing, demonstrando como a liberdade de movimentação amplifica tanto a criação quanto a conclusão de jogadas.
Taticamente, o Barcelona combina pressão alta, recuperação imediata e transição relâmpago, o que lhe permite chegar ao último terço em poucos segundos; no entanto, a linha defensiva avançada deixa amplas áreas entre os zagueiros e o goleiro, vulneráveis a contra‑ataques rápidos, como o primeiro gol do Racing demonstrou.
Essa dualidade tem repercussões claras na corrida pelo título: a capacidade de gerar oportunidades cria entusiasmo comercial, aumenta a venda de ingressos e reforça a marca global, mas a imprevisibilidade defensiva pode custar pontos críticos contra adversários de elite, colocando pressão sobre Flick para equilibrar risco e segurança.
O próximo compromisso do Barcelona será na LaLiga, na rodada seguinte, onde a equipe precisará preservar a identidade ofensiva sem abrir brechas que rivais mais organizados possam explorar, especialmente nas transições defensivas.
Fonte: Trivela
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