Botafogo busca técnico nacional antes da janela da FIFA, exclui Renato
Diretoria define perfil de treinador que entregue resultados imediatos, descartando estrangeiros e o ex-jogador polêmico.

O Botafogo anunciou que pretende confirmar um treinador efetivo antes da janela da FIFA, marcada para 21 de setembro, após empatar em 1 a 1 com o Bragantino na 27ª rodada. A diretoria e o departamento de scouting já realizam reuniões intensas para definir o perfil desejado, enquanto Rodrigo Bellão segue como interino. A urgência reflete a necessidade de estabilizar a equipe, que ainda luta para se distanciar da zona de rebaixamento.
Na temporada 2026, o Alvinegro ocupa a 15ª posição, com quatro pontos de vantagem sobre o Z‑4, mas registra apenas três vitórias nos últimos dez jogos. O empate contra o Bragantino manteve a pontuação em 38 pontos, mas evidenciou falhas ofensivas e defensivas que pressionam a diretoria. O clube ainda tem o confronto contra o Grêmio, adiado da 21ª rodada, como próximo teste crucial para a classificação.
Um dos critérios definidos é a exclusão de técnicos estrangeiros, justificada pela falta de tempo para adaptação cultural, regularização de documentos e conhecimento do elenco. A diretoria também descartou Renato Gaúcho, cujo nome circulou internamente, mas foi rejeitado pela torcida devido à forte aversão que remonta ao episódio de 1992, quando o então jogador participou de um churrasco com jogadores do Flamengo durante a final do Brasileirão. O Grêmio chegou a sondar Renato para seu próprio cargo, mas o Botafogo manteve a decisão de não avançar com ele.
Os contatos já feitos apontam para treinadores que estejam disponíveis imediatamente; alguns candidatos só considerariam assumir em dezembro, após o término da temporada, o que a diretoria considera inviável. O clube pretende anunciar o novo técnico antes da data‑fifa para evitar interrupções na preparação física e tática. Enquanto isso, Bellão continuará comandando os treinos no Espaço Lonier e na reapresentação desta segunda‑feira.
Do ponto de vista tático, a escolha por um técnico nacional facilita a implantação de esquemas já familiares ao elenco, reduzindo o tempo de adaptação e permitindo ajustes rápidos nas transições ofensivas que o Botafogo tem deixado a desejar. Financeiramente, evitar a contratação de estrangeiros elimina custos com vistos, salários premium e possíveis cláusulas de rescisão, aliviando o orçamento apertado após as recentes vendas de jogadores na segunda janela. O clube ainda precisa equilibrar a pressão por resultados imediatos com a construção de um projeto de médio prazo.
A torcida, ainda ressentida com a lembrança da polêmica de 1992, tem exigido transparência e um nome que inspire confiança. Analistas apontam que treinadores com passagem recente por clubes da Série A, como Eduardo Barroca ou Guto Ferreira, podem atender ao requisito de entrega rápida, ao mesmo tempo em que mantêm o vínculo cultural necessário. O sucesso da contratação dependerá de como o novo técnico gerenciar a pressão da mídia, a expectativa da torcida e a necessidade de melhorar a eficiência nos cruzamentos, ponto forte de Vitinho que tem sido destaque recente.
Com o duelo contra o Grêmio marcado para quarta‑feira, o Botafogo tem poucos dias para definir seu comando técnico e iniciar a preparação específica. A diretoria deve oficializar o nome até 21 de setembro, garantindo que o treinador tenha tempo hábil para trabalhar com o grupo antes do próximo compromisso. Os torcedores acompanharão de perto a comunicação oficial, avaliando se o perfil anunciado se traduzirá em estabilidade e, sobretudo, em pontos que afastem o clube da zona de perigo.
Fonte: ge.globo
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