Brusque encara Guarani com seis suspensos e mira a liderança
Higo Magalhães tem que equilibrar risco de cartões e a necessidade de manter a primeira colocação na Série C.

O Brusque chega ao duelo contra o Guarani, último da fase classificatória da Série C, com a liderança isolada e seis atletas com cartão amarelo, o que coloca a estratégia de Higo Magalhães sob intenso escrutínio. O risco de perder jogadores para a primeira rodada da segunda fase contrasta com a necessidade de preservar a vantagem de jogar em casa. A partida, marcada para sábado, às 17h, no Brinco de Ouro, pode definir se o clube catarinense mantém a posição de topo.
A Série C de 2026 adota um formato de duas fases: os oito primeiros avançam para a segunda fase, onde os quatro melhores garantem jogos de volta no próprio estádio. Para o Brusque, que já assegurou a classificação, permanecer entre os quatro primeiros significa receita extra com bilheteria e maior visibilidade regional. Até o momento, a equipe soma 31 pontos, oito a mais que o quarto colocado, o que lhe confere a oportunidade de escolher o melhor calendário de confrontos.
A suspensão de seis jogadores — Alex Paulino, Cipriano, Davi Gabriel, Jeferson, Nogueira (com dois cartões) e Medeiros — foi confirmada após o empate contra o Amazonas. Além deles, Gazão e JP Martins, titulares absolutos, também estão fora por suspensão, reduzindo o grupo disponível a 17 atletas. Higo Magalhães reconheceu que a decisão de escalar Nogueira, “um cara experiente, mas risco muito grande”, depende da evolução do jogo e da postura do árbitro.
No último confronto contra o Amazonas, o Brusque empatou 1 a 1, com Ariel marcando o primeiro gol e Adrianinho oferecendo a segunda assistência. Cipriano e Nogueira foram titulares durante toda a competição, enquanto Davi Gabriel e Medeiros iniciaram a partida anterior. Jeferson, que retornou de lesão muscular, ficou no banco, indicando que a comissão técnica já está avaliando opções de substituição para a partida contra o Guarani.
Taticamente, a ausência de Gazão e JP Martins, pilares da defesa, força Magalhães a reconfigurar a linha de fundo, possivelmente promovendo um zagueiro reserva ou adotando um esquema com três defensores. O risco de perder Nogueira por expulsão pode deixar o time vulnerável nos minutos finais, especialmente contra um Guarani que ainda luta por vaga. A escolha entre preservar a disciplina ou contar com a experiência dos suspensos será decisiva para a manutenção da invencibilidade recente.
Do ponto de vista financeiro, garantir a liderança até o fim da fase classificatória assegura ao Brusque maiores receitas de transmissão e patrocínio, além de fortalecer a negociação de contratos com jogadores. Uma queda de posição poderia forçar o clube a jogar a segunda fase em campo neutro, reduzindo a arrecadação e a vantagem psicológica diante de adversários. Portanto, a decisão de arriscar jogadores pendurados tem implicações que vão além do campo, afetando o orçamento do clube para a temporada 2026/27.
Com a partida contra o Guarani se aproximando, a atenção se volta para a escalação final e para a postura do árbitro, que ainda não foi divulgada. Se Magalhães optar por poupar os suspensos, o Brusque pode entrar com um time renovado, mas perder a força de seus titulares. Caso contrário, o risco de perder Nogueira ou outro jogador-chave pode custar pontos preciosos. O que se espera nos próximos dias é a definição de um XI que concilie competitividade e prudência, garantindo que o Brusque siga firme na liderança e chegue à segunda fase com a vantagem de jogar em casa.
Fonte: ge.globo
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