Caio Henrique lamenta ausência na Copa e projeta volta à Seleção
O lateral-esquerdo do Ajax revela o impacto da lesão que o tirou da disputa e destaca duelos contra Neymar, Mbappé e Messi.

Caio Henrique, lateral-esquerdo do Ajax, admitiu que ficar fora da Copa do Mundo de 2022 foi "um baque enorme" e aproveitou a entrevista ao GE para lembrar as partidas que disputou contra Neymar, Mbappé e Messi, reforçando a frustração de perder a maior vitrine do futebol mundial.
O jogador de 25 anos chegou ao Flamengo em 2020, consolidou-se como titular e, em julho de 2022, foi vendido ao Ajax por cerca de €12 milhões. Pouco depois, em 7 de agosto, rompeu o ligamento cruzado anterior em partida contra o Fortuna Sittard, lesão que o afastou dos treinamentos da Seleção e da convocação de Tite para o Qatar.
Em suas próprias palavras, Caio Henrique declarou ao GE: "Foi um baque enorme ficar de fora da Copa, eu ainda lembro das partidas contra Neymar, Mbappé e Messi". Ele também ressaltou o carinho especial que tem por Fernando Diniz, técnico que o orientou no Fluminense, e deixou em aberto a possibilidade de voltar ao clube carioca quando a situação contratual permitir.
Do ponto de vista tático, a ausência de Caio retirou da Seleção um lateral com perfil ofensivo, capaz de avançar nas laterais e criar sobreposições. Tite acabou optando por Alex Sandro e Danilo, que oferecem mais segurança defensiva, mas sacrificam parte da dinâmica de ataque que Caio poderia proporcionar nas jogadas de linha de fundo.
Financeiramente, a lesão comprometeu a exposição que o jogador teria na Copa, reduzindo temporariamente seu valor de mercado. Contudo, o Ajax manteve a confiança no atleta, que retomou a titularidade na temporada 2023‑24 e já acumula mais de 30 partidas após a recuperação, mantendo viva a esperança de ser convocado para a Copa América 2024.
O próximo teste de Caio Henrique será contra o PSV Eindhoven, em 15 de setembro de 2024, partida que pode servir de termômetro para sua condição física e para a atenção da comissão brasileira. Caso permaneça em ritmo de jogo, ele deve ser monitorado para um eventual retorno à Seleção, onde a concorrência na lateral esquerda permanece acirrada.
Fonte: ge.globo
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