Chelsea perde Camara: Monaco eleva preço para 70 milhões e abre disputa
Monaco revisa sua exigência e coloca o clube londrino frente a concorrência do Liverpool.

Lamine Camara permanece no Monaco depois que o clube monegasco revisou sua exigência para cerca de 70 milhões de euros, valor que supera em 15 milhões a proposta aceita pelo Chelsea no último dia da janela de transferências. O revés impede o reforço imediato do meio‑campo dos Blues, que ainda buscam substituir saídas recentes e melhorar a criatividade. A alta repentina do preço coloca o Chelsea em posição de negociação delicada, especialmente com o Liverpool demonstrando interesse.
Camara, de 22 anos, assinou contrato com o Monaco até 2029 após chegar da academia do FC Porto em 2022. O meio‑campo senegalês destacou‑se na Ligue 1 ao marcar um gol e dar uma assistência nas seis primeiras partidas da temporada, mostrando versatilidade tanto na transição quanto na construção de jogadas. O Chelsea, sob comando de Mauricio Pochettino, precisava de um jogador com perfil de “deep‑lying playmaker” para equilibrar a equipe que ainda ajusta a transição pós‑Ruben Dias e Romelu Lukaku.
No deadline day de 1º de setembro, o Chelsea chegou a acreditar que havia fechado a compra por 55 milhões de euros, após rejeitar uma proposta inicial do Monaco. Contudo, nas últimas horas do mercado, o Monaco recuou, elevando a demanda para 70 milhões, exatamente quando a transferência de Folarin Balogun ao Everton também fracassou. A decisão de manter Camara foi reforçada por seu início de temporada, que o tornou ainda mais valioso para o clube do Principado.
Taticamente, Camara oferece a Pochettino um pivô capaz de distribuir o jogo a partir de zonas defensivas, algo que o Chelsea ainda sente falta ao enfrentar equipes que pressionam alto. Seu toque refinado e visão de jogo podem melhorar a saída de bola dos Blues, reduzindo a dependência de passes longos de Thiago Silva. Por outro lado, o Liverpool vê em Camara um substituto potencial para Jordan Henderson, ampliando ainda mais a disputa e justificando a elevação do preço pelo Monaco.
Financeiramente, o contrato até 2029 dá ao Monaco margem para esperar por uma oferta que reflita o valor de mercado inflacionado, especialmente com a escassez de meio‑campistas de alta qualidade na Europa. O aumento de 15 milhões de euros pode ser visto como estratégia para maximizar retorno, já que o clube ainda tem margem para negociar em janeiro, quando o Chelsea pode ter recursos adicionais provenientes de vendas de jogadores como Kai Havertz. A presença de um concorrente como o Liverpool pressiona ainda mais o Chelsea a melhorar sua proposta ou a buscar alternativas mais baratas.
Caso o acordo não se concretize, o Chelsea tem opções como Manu Koné, da Roma, que pode chegar por cerca de 30 milhões de euros e oferece perfil semelhante, embora com menor experiência na Premier League. A falta de Camara pode obrigar Pochettino a adaptar o meio‑campo, talvez recorrendo a jogadores internos como Carney Chukwuemeka ou a contratações de curto prazo no mercado de inverno. A decisão final dependerá da capacidade do clube de equilibrar orçamento, necessidade tática e a pressão de um rival direto.
A expectativa agora recai sobre a janela de janeiro, quando o Monaco poderá reafirmar sua pedida de 70 milhões ou abrir margem para negociação, especialmente se o Liverpool avançar com uma proposta concreta. O Chelsea deverá monitorar o desempenho de Camara nas próximas partidas da Ligue 1 e avaliar se o investimento vale a pena frente a outras prioridades de elenco. Enquanto isso, a torcida londrina aguarda um movimento decisivo que indique se o clube ainda pode contar com o talento senegalês para a segunda metade da temporada.
Fonte: Trivela
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