Chuva adia finais do WTA 250 de São Paulo e põe título em xeque
A partida entre Kaitlin Quevedo e Nadia Podoroska, além da disputa de Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski, foi remarcada para segunda-feira devido ao temporal de domingo.

A chuva que caiu no domingo, 20 de setembro, obrigou a organização do WTA 250 de São Paulo a postergar as finais de simples e duplas para a segunda‑feira, 21, às 11h. O adiamento interrompeu a partida que já estava em andamento, alterando a rotina dos atletas que se preparavam para o último ponto da competição. O fato ganha relevância porque o torneio oferece pontos decisivos para a classificação nas WTA Finals e uma parcela significativa da premiação total de US$ 283 mil.
O WTA 250 de São Paulo, inserido na agenda pós‑US Open, representa um dos eventos de nível 250 que compõem a temporada 2026 da WTA, logo abaixo dos Masters 1000 e dos WTA 500. Com um prêmio de US$ 37.390 para a campeã de simples e US$ 13.600 para a dupla vencedora, o torneio atrai jogadores em busca de pontuação para melhorar o ranking antes do encerramento da temporada. Além do aspecto financeiro, o evento oferece a oportunidade de garantir uma vaga nas WTA Finals, que reúne as oito melhores duplas do ano.
Na final de simples, a espanhola Kaitlin Quevedo, 20 anos e atualmente 94ª no ranking, enfrenta a argentina Nadia Podoroska, 29, que ocupa a 317ª posição após uma sequência de lesões que a afastou dos grandes palcos. Podoroska já chegou a 36ª no ranking mundial em 2022, quando surpreendeu ao chegar à final de Roland Garros, mas desde então tem lutado para recuperar a forma. Quevedo, por sua vez, tem se destacado nas últimas semanas, acumulando bons resultados em torneios de nível inferior, o que a coloca como favorita técnica no confronto.
No duelo de duplas, a brasileira Luisa Stefani, número três do mundo em parceria, busca seu 17º título de carreira ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, quinta no ranking. Elas enfrentam a dupla norte‑americana formada por Anna Rogers (95ª) e Allura Zamarripa (132ª), que surpreendeu ao chegar à final. A partida foi interrompida quando Stefani e Dabrowski lideravam o primeiro set por 4 a 3, deixando o ritmo de jogo em aberto e criando uma incógnita tática para ambas as equipes.
O atraso pode favorecer a dupla brasileira‑canadense, que já garantiu, por antecipação, uma vaga nas WTA Finals em Indian Wells, nos EUA, independentemente do resultado. A pausa de algumas horas pode permitir que recuperem energia e ajustem estratégias, enquanto a adversária pode perder a dinâmica conquistada. No simples, a interrupção pode beneficiar Podoroska, que costuma ganhar força nos momentos decisivos, ao mesmo tempo em que Quevedo perde a vantagem de estar à frente no placar.
Para a organização, o imprevisto climático evidencia a necessidade de infraestrutura adequada, como cobertura de quadras, que poderia evitar a perda de público e de transmissão ao vivo. O torneio já havia atraído um público considerável, e o adiamento pode impactar a receita de bilheteria e os acordos de patrocínio. Contudo, a decisão de manter as finais em horário diurno na segunda‑feira minimiza conflitos com a programação de outros eventos da WTA e preserva a visibilidade internacional do torneio.
Com as finais remarcadas para segunda‑feira, 21 de setembro, às 11h, os olhos estarão voltados para a definição do título de simples entre Quevedo e Podoroska e para a confirmação da dupla Stefani/Dabrowski como campeãs. O desfecho determinará não apenas a distribuição dos prêmios, mas também a consolidação de pontos críticos para o final da temporada. Os próximos passos incluem a preparação das atletas para o circuito de WTA 500 que segue na Europa e, para Stefani e Dabrowski, a confirmação de presença nas WTA Finals em Indian Wells.
Fonte: Folha Esporte
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