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Fluminense vela ex-diretor Paulo Angioni e celebra legado

Torcedores, jogadores e ex-treinadores se reuniram nas Laranjeiras para homenagear a trajetória de quem ajudou a conquistar a Libertadores de 2023.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Fluminense vela ex-diretor Paulo Angioni e celebra legado

Na manhã deste domingo, 13 de setembro de 2026, o corpo de Paulo Angioni foi velado na sede do Fluminense, nas Laranjeiras. O ex-diretor de futebol faleceu na madrugada de sábado após lutar contra um câncer de pâncreas diagnosticado no início do mês. A cerimônia abriu as portas do clube para que familiares, amigos e torcedores prestassem a última homenagem a quem foi peça-chave na história recente do Tricolor.

Angioni descobriu a doença em setembro e iniciou tratamento no Rio de Janeiro, mas o quadro evoluiu rapidamente, culminando em seu falecimento. O enterro será realizado no Cemitério do Catumbi, local que costuma receber personalidades do futebol carioca. A despedida nas Laranjeiras reforça a ligação afetiva que o dirigente mantinha com o clube desde a infância, quando já era torcedor tricolor.

O velório contou com a presença de nomes marcantes do futebol nacional. O atacante Cano foi o primeiro atleta do elenco a chegar, seguido pelo centroavante Rodrigo Castillo e pelos técnicos Barroca e Zé Ricardo. O presidente Mattheus Montenegro, o diretor de futebol Mário Bittencourt e o treinador Fernando Diniz, que trabalhou com Angioni nas duas passagens pelo Flu, também marcaram presença, demonstrando o respeito que o dirigente conquistou ao longo dos anos.

A carreira de Angioni começou no início da década de 1980, quando deixou o clube Municipal, na Tijuca, para integrar a estrutura do Vasco, onde permaneceu por 14 anos. Depois, passou por Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia, Olaria e, finalmente, Fluminense, clube onde ocupou cargos de executivo de futebol em diferentes períodos. Além das funções nos clubes, atuou na CBF e foi supervisor da Seleção Brasileira nas Copas de 1989 e 1990, consolidando-se como um dos profissionais mais experientes do país.

Formado em psicologia e administração esportiva, Angioni foi um dos pioneiros a defender a presença de profissionais da área psicológica nos bastidores dos clubes. Seu olhar multidisciplinar contribuiu para a montagem de elencos vencedores, resultando em títulos estaduais, nacionais e internacionais, entre eles a inédita conquista da Libertadores da América em 2023, marco histórico para o Fluminense. Essa vitória, além de coroar sua trajetória, elevou o padrão de gestão dentro do clube.

A perda de Angioni deixa um vazio institucional que pode repercutir nas próximas decisões de contratações e na estrutura de apoio aos jogadores. Seu relacionamento próximo com atletas e comissão técnica funcionava como ponte entre o departamento de futebol e o vestiário, o que pode gerar um período de adaptação para o atual staff. Contudo, a homenagem pública pode servir como impulso emocional para o elenco, que ainda disputa a Série A e busca manter a competitividade herdada pelo dirigente.

Nos próximos dias, o Fluminense seguirá com a programação de jogos da Série A, iniciando a rodada seguinte com a partida oficial contra o adversário da 7ª rodada. O clube prometeu reservar um minuto de silêncio e usar a camisa 13, número de Angioni, como forma de tributo. Torcedores e jogadores deverão observar como a equipe honra o legado do dirigente, tanto em campo quanto nas decisões de bastidores.

Fonte: ge.globo

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