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Cruzeiro reforça integração da base e rebate acusações de privilégio

Pedro Lourenço detalha o novo plano de cinco anos e responde ao empresário que criticou a gestão da Toca da Raposa.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Cruzeiro reforça integração da base e rebate acusações de privilégio

Pedro Lourenço, dono do Cruzeiro, afirmou nesta terça‑feira que a diretoria está implementando um “plano de cinco anos” para alinhar as categorias de base ao estilo de jogo da equipe principal, ao mesmo tempo em que refuta publicamente as acusações de privilégios feitas pelo empresário Léo Moral em relação ao meia Rhuan Gabriel.

A iniciativa surge após a reestruturação da diretoria e a chegada de um novo técnico para o sub‑20, o português Pedro Duarte, que, como Artur Jorge, tem passagem pelo Sporting Braga. O clube já colheu o primeiro fruto desse movimento ao conquistar a Copa São Paulo de Futebol Júnior, título que não vinha sendo conquistado há quase duas décadas, embora os primeiros contratados, Fred Cascardo e Mairon César, tenham sido demitidos logo em seguida.

Lourenço explicou que a integração passa por padronizar a metodologia de jogo entre sub‑17, sub‑20 e o profissional. Ele citou o jovem lateral Rayan Lelis, que treina em posição diferente nas duas equipes, para ilustrar a necessidade de um padrão único que facilite a transição dos atletas quando forem promovidos ao elenco principal.

A controvérsia ganhou força quando Léo Moral, agente de Rhuan Gabriel, exigiu que o Cruzeiro negociasse o jogador com o Palmeiras, alegando falta de oportunidades devido a “esquemas” internos. O clube respondeu que tomará medidas judiciais contra o agente, reforçando que todos os atletas da base têm a mesma importância que os que já atuam no profissional.

Na prática, a política de integração já está rendendo frutos: o goleiro Otávio assumiu a titularidade após a lesão de Cássio e recebeu convocação de Roberto Ancelotti para a seleção brasileira; meio‑camista Felipe Morais e atacante Kaique Kenji também ganharam minutos com Artur Jorge, demonstrando que a base está sendo utilizada como fonte de reforço imediato.

Do ponto de vista tático, a uniformização dos princípios de jogo reduz o tempo de adaptação dos jovens e permite ao técnico maior flexibilidade nas substituições. Financeiramente, a valorização de atletas formados internamente pode gerar receitas significativas em futuras transferências, ao mesmo tempo em que diminui a dependência de contratações externas. Contudo, o litígio com Léo Moral pode gerar custos judiciais e afetar a imagem do clube perante outros representantes.

Com a integração já em curso, o Cruzeiro volta a focar nos próximos desafios da Série A, onde buscará consolidar a presença de jogadores da base nas partidas decisivas. O desempenho nas próximas rodadas será o termômetro para avaliar se o plano de cinco anos está realmente transformando a Toca da Raposa em um celeiro de talentos sustentáveis.

Fonte: ge.globo

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