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Cuiabá acelera rumo ao G6 com 13 gols em nove jogos

A segunda metade da Série B 2026 traz ao clube uma produção ofensiva que pode garantir a vaga nos playoffs.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Cuiabá acelera rumo ao G6 com 13 gols em nove jogos

Nos nove confrontos disputados desde o recomeço da segunda metade da Série B 2026, o Cuiabá encontrou as redes 13 vezes, enquanto sofreu oito, e agora visualiza a classificação ao G6 como objetivo realista. Essa evolução ofensiva representa a principal bandeira do clube na corrida pelos playoffs, que definirá os promovidos à Série A. O técnico Eduardo Barros, que completou um ano à frente da equipe, destacou a importância da fase final ao afirmar que são "10 finais" para o clube.

A campanha do Cuiabá na primeira metade da competição entregou 22 pontos, número que, somado aos 18 pontos conquistados nas nove partidas recentes (cinco vitórias, três empates e uma derrota), eleva o total para 40 pontos. Historicamente, nas últimas edições da Série B, 60 pontos são suficientes para garantir uma vaga no G6, o que significa que o clube precisa somar cerca de 20 pontos nos dez jogos que restam. Essa meta coloca o time em uma situação de pressão, mas também demonstra que ainda há caminho viável para o objetivo.

O ataque do Cuiabá tem Vinicius Peixoto como referência, com quatro gols em 23 partidas, seguido por Kauan Cristtyan e Jean Dias, que marcaram três vezes cada. João Basso, Calebe, Fábio Gomes, Vitor Mendes e Hernandes contribuíram com duas redes, embora o último já tenha deixado o clube após marcar os dois gols contra o Goiás. No total, quinze jogadores diferentes balançaram as redes, evidenciando um leque amplo de opções ofensivas que tem sido decisivo para a variação de resultados.

Além dos gols, a criação de oportunidades tem se distribuído entre vários nomes: Eliel registra quatro assistências em 12 jogos, enquanto Kauan Cristtyan e Pepê somam três passes decisivos cada. A participação de Aiyran é curiosa – com apenas 16 minutos em campo, ele marcou o gol da vitória sobre o América‑MG antes de ser vendido ao Flamengo. O volante Rodrigo Rodrigues, apesar de 24 partidas, ainda tem apenas duas assistências, o que indica que a responsabilidade criativa está concentrada nos atacantes mais avançados.

Do ponto de vista tático, o técnico Barros tem privilegiado um esquema que favorece a infiltração dos pontas e a chegada de centroavantes ao último terço, o que explica o aumento da produção de gols. A solidez defensiva, porém, ainda apresenta fragilidade, já que a equipe sofreu oito gols no mesmo período, o que pode comprometer a margem de erro nas próximas rodadas. Financeiramente, avançar ao G6 eleva a expectativa de receitas de patrocínio e direitos de transmissão, fundamentais para um clube que busca consolidar sua permanência na elite nacional.

Com 40 pontos, o Cuiabá precisa de sete vitórias nos últimos dez confrontos para alcançar a marca de 61 pontos, referência histórica para o G6. Barros já apontou que, para isso, a equipe deve manter a média de 2 pontos por jogo, algo viável se a produção ofensiva permanecer nos níveis atuais e a defesa melhorar a consistência. O calendário restante inclui confrontos diretos contra equipes que também lutam por posições de destaque, o que torna cada ponto ainda mais valioso.

O próximo desafio será contra o Náutico, na segunda‑feira, às 20h30, na Arena Pantanal. O duelo será decisivo para medir se a tendência de ataque pode ser mantida diante de um adversário que costuma ser compacto defensivamente. Torcedores e analistas deverão observar a efetividade dos assistências de Eliel e a capacidade de Vinicius Peixoto de manter a liderança na artilharia, fatores que podem definir se o Cuiabá concretiza o sonho do G6 ou vê a campanha estagnar.

Fonte: ge.globo

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