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Cuiabá tem transfer ban da FIFA por dívida de R$4 mi com Petit

Presidente Cristiano Dresch aponta calotes de grandes clubes como causa da falta de recursos.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Cuiabá tem transfer ban da FIFA por dívida de R$4 mi com Petit

Na tarde de 24 de agosto de 2026, a FIFA impôs ao Cuiabá um transfer ban que bloqueia o registro de novos jogadores até que a dívida de aproximadamente R$ 4 milhões com o ex‑técnico Petit seja quitada, medida que coloca em risco a campanha da equipe na Série B.

Petit comandou o Vovô entre maio e dezembro de 2024, período marcado por uma goleada de 5 a 0 para o Palmeiras que culminou em sua demissão por “motivos pessoais”. O clube divulgou que o treinador alegou impossibilidade de continuar sem condições financeiras adequadas, o que gerou a obrigação pendente.

O presidente Cristiano Dresch confirmou a punição em entrevista ao GE e explicou que o clube dispõe de 60 dias para regularizar a situação. Dresch ainda acusou Corinthians, Santos, Grêmio e Atlético‑MG de não pagarem valores que somam R$ 42 milhões, alegando que esses calotes são a raiz da falta de recursos para honrar a dívida com Petit.

Do ponto de vista tático, o ban impede a contratação de reforços antes da próxima rodada contra o Vila Nova, deixando o técnico Eduardo Barros sem margem para corrigir falhas defensivas evidenciadas no empate sem gols com o Goiás. A ausência de novas opções pode comprometer a rotação do elenco, sobretudo diante de um calendário apertado que inclui quatro partidas nas próximas duas semanas.

Financeiramente, o bloqueio expõe a fragilidade de um clube que depende de recebíveis de clubes maiores para equilibrar o caixa. Caso os R$ 42 milhões não sejam recebidos, o Cuiabá corre o risco de novas sanções da FIFA, como multas adicionais ou até a suspensão de pagamentos de salários, situação que já levou outras equipes brasileiras a processos judiciais contra os devedores.

A decisão da FIFA também gera precedentes para o mercado nacional, reforçando a necessidade de mecanismos mais rígidos de garantia de pagamentos entre clubes. Enquanto a federação ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de um recurso coletivo dos clubes lesados, a situação pode acelerar discussões sobre reformas nos contratos de empréstimo e nas cláusulas de indenização.

Para reverter o ban, o Cuiabá precisa liquidar a dívida com Petit antes do prazo de 60 dias ou negociar um acordo que inclua um parcelamento. O próximo passo será a reunião com a diretoria da FIFA e a tentativa de pressionar os clubes devedores a honrar os valores. Os torcedores deverão observar se a diretoria conseguirá mobilizar recursos ou se o time entrará em campo com o plantel atual nas próximas duas partidas da Série B.

Fonte: ge.globo

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