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Diniz culpa desgaste e oscilações pela derrota ao Coritiba

Treinador aponta falhas defensivas e cansaço como fatores decisivos na derrota de 2 a 0 do Timão.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Diniz culpa desgaste e oscilações pela derrota ao Coritiba

Carlos Diniz explicou que a derrota do Corinthians diante do Coritiba foi fruto de “oscilações” e “desgaste”, destacando que a equipe tomou dois gols que, segundo ele, eram evitáveis. O técnico não poupou críticas ao desempenho defensivo, que acabou comprometendo a partida e ampliou a crise de resultados do Timão. A declaração veio logo após o apito final da partida, que encerrou a 24ª rodada do Brasileirão.

O confronto ocorreu na 24ª rodada da Série A, quando o Corinthians buscava retomar a trajetória de pontuação após uma sequência irregular que o deixou próximo da zona de fuga. Até então, o clube acumulava 29 pontos, ocupando a 9ª posição, distante da zona de classificação para a Libertadores e ainda longe da zona de descenso. O jogo contra o Coritiba era crucial para evitar a perda de fôlego em um calendário apertado.

No gramado, as falhas defensivas foram evidentes: o primeiro gol coritibaíno nasceu de um cruzamento mal marcado, enquanto o segundo resultou de um erro de posicionamento de Pedro Raul, que acabou entregando a bola ao atacante adversário. Allan recebeu as piores notas da partida, e o centroavante do Timão foi substituído no intervalo, sem conseguir criar oportunidades. Além disso, a escalação oficial não contou com Hugo Souza, Matheuzinho e Bidu, que ficaram fora da viagem ao interior de Paraná.

A partida também trouxe desfalques importantes para a próxima rodada: Breno Bidon recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso contra o Santos, enquanto um meio‑campista cumprirá suspensão automática, reduzindo ainda mais o elenco disponível. Diniz ainda destacou que o clube tem dez atletas com vínculo terminando em dezembro, entre eles Carrillo e André Ramalho, que devem ser os primeiros a ter suas situações analisadas pela diretoria. Essa janela de renovação pode influenciar as escolhas de escalação nas próximas partidas.

Taticamente, o desgaste físico parece ter limitado a capacidade de pressão alta que Diniz costuma impor, deixando espaços entre as linhas que o Coritiba soube explorar. A falta de ritmo nos treinos, causada pela necessidade de equilibrar cargas e evitar novos desfalques, refletiu na perda de intensidade nos 90 minutos. O técnico precisará ajustar a transição defensiva e talvez adotar um esquema mais conservador para garantir solidez até que o elenco recupere a energia.

Fora de campo, o Corinthians também lida com controvérsias que podem afetar o clima interno. Memphis Depay foi multado pela diretoria após divulgar um videoclipe com imagens do Parque São Jorge em chamas, embora o atacante tenha defendido que a produção era arte e um apelo à paz. Seu apelo à torcida para que “não interpretem mal a mensagem” gerou debates nas redes sociais e pode influenciar a relação entre elenco e torcida, especialmente em um momento delicado de resultados.

Na próxima rodada, o Timão enfrenta o Santos no clássico da capital, partida que pode ser decisiva para mudar a narrativa da temporada. Diniz deverá contar com a volta de alguns titulares, mas ainda terá de contornar a ausência de Bidon e do meio‑campista suspenso. Os torcedores e analistas observarão se a equipe conseguirá reduzir as oscilações e transformar o desgaste em um ritmo mais constante, essencial para garantir a permanência na briga por posições de destaque.

Fonte: ge.globo

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