Diniz enfrenta escassez de reforços e lesões no Corinthians
Com três bans de transferência, R$21,5 milhões em dívidas e dez ausências, o técnico busca montar um time competitivo sem contratações.

Na derrota por 2 a 1 diante do Coritiba, na 24ª rodada do Brasileirão 2026, o Corinthians entrou em campo com dez ausências – entre poupados, lesionados e suspensos – e ainda não tem permissão para contratar novos reforços, fato que coloca a continuidade do projeto de Fernando Diniz em xeque.
A diretoria alvinegra acumula três bans de transferência que totalizam R$ 21,5 milhões, valores que precisam ser quitados até 11 de setembro, data limite da janela. Mesmo que o pagamento fosse viável, a grave crise financeira impede a liberação de contratações, enquanto lesões recentes – Labyad, Kayke e Vitinho – exigem cirurgias e afastam três opções de ataque.
Para o duelo contra o Santos, marcado para o próximo domingo às 16h, Diniz terá o retorno de Rodrigo Garro, que cumpriu suspensão, além de Hugo Souza, Matheuzinho e Matheus Bidu, poupados por carga. O meio‑campista Breno Bidon desfalca a equipe pelo terceiro cartão amarelo, mas há esperança de que Yuri Alberto, ainda em reabilitação da lesão na posterior da coxa direita, esteja à disposição para o clássico.
O técnico tem reiterado sua aversão a elencos imensos, defendendo que um grupo reduzido facilita o controle de lesões e a manutenção da identidade de jogo baseada na posse e no toque rápido. Contudo, a ausência de três atacantes e de um volante titular obriga Diniz a adaptar o esquema tático, recorrendo a laterais mais avançados e a um bloco de pressão menos intenso para preservar os poucos jogadores disponíveis.
Financeiramente, a impossibilidade de reforçar o plantel aumenta o risco de desgaste físico e de novos afastamentos, sobretudo em um calendário que inclui confrontos contra Santos, Palmeiras e Flamengo nas próximas semanas. Diniz, que ainda não promoveu nenhum sub‑20 ao profissional, sinaliza atenção à base, mas admite que a transição exige maturidade e que um erro com um jovem de 17 ou 18 anos pode comprometer a campanha.
Na tabela, o Timão ocupa a zona de classificação para a Copa do Brasil, mas está distante dos lugares de Libertadores. Cada ponto perdido contra adversários diretos como Santos pode afastar a equipe das metas de temporada e intensificar a pressão da torcida, que já reclama da falta de eficiência defensiva e dos gols evitáveis citados pelo treinador.
O próximo confronto contra o Santos será decisivo para medir se o retorno de Garro e a possível presença de Yuri Alberto são suficientes para compensar a ausência de Bidon. Diniz buscará consolidar a linha de frente sem sobrecarregar os titulares, enquanto a diretoria tenta renegociar os bans e evitar um agravamento da crise financeira que ainda ameaça a competitividade do Corinthians.
Fonte: ge.globo
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