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Dorival assume culpa e defende escalação reserva contra Palmeiras

Treinador reconhece erro na derrota por 2 a 0 e confirma que poupou titulares para a Copa Sul-Americana.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Dorival assume culpa e defende escalação reserva contra Palmeiras

Na noite de 12 de setembro de 2026, o São Paulo foi derrotado por 2 a 0 pelo Palmeiras no Nubank Parque, e o técnico Dorival Júnior assumiu publicamente a responsabilidade pela derrota, ao mesmo tempo em que justificou a escolha de escalar um time quase totalmente reserva. O resultado deixa o Tricolor com 33 pontos, ainda próximo ao meio da tabela do Brasileirão, mas coloca pressão sobre o próximo confronto contra o Boca Juniors, pela Copa Sul‑Americana. A admissão de Dorival tem impacto imediato na credibilidade da comissão técnica e no moral do elenco.

O duelo ocorreu na 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, em que o Palmeiras mantém a liderança e o São Paulo tenta se manter fora da zona de risco. Até a expulsão do zagueiro Osorio aos 38 minutos do primeiro tempo, a equipe reserva de Dorival mostrava equilíbrio, criando chances e defendendo bem as investidas palmeirenses. O contexto da partida foi marcado pela decisão colegiada de poupar os titulares, que deveriam estar em plenas condições para a partida de ida da Copa Sul‑Americana contra o Boca Juniors, realizada na terça‑feira seguinte.

Com Osorio fora, o Palmeiras ampliou a vantagem com dois gols que selaram a derrota tricolor. O primeiro veio após um erro de passe de Pablo Maia, que recebeu o terceiro cartão amarelo e foi substituído. O segundo gol foi concluído por um contra‑ataque que explorou a desorganização defensiva gerada pela ausência de jogadores experientes. Até o momento do vermelho, o São Paulo havia mantido o placar em 0 a 0, o que reforça a tese de Dorival de que o time jogou "de igual para igual" antes da expulsão.

Em entrevista coletiva, Dorival Júnior reconheceu que a responsabilidade final foi sua, embora a decisão de poupar fosse colegiada. "Tenho convicção que fizemos certo ao preservar o melhor time para a partida contra o Boca Juniors", afirmou, destacando que o adversário argentino também chegou à partida com um elenco completo. O treinador ainda ressaltou que o Palmeiras estava adaptado ao ritmo de jogos, enquanto o São Paulo enfrentava condições de campo menos favoráveis, o que justificaria a rotação.

Do ponto de vista tático, a escolha de escalar reservas comprometeu a consistência defensiva, sobretudo nas situações de pressão alta que o Palmeiras impôs. A expulsão de Osorio expôs a fragilidade do esquema sem a presença de líderes de linha, resultando em falhas que o rival soube explorar. Financeiramente, a derrota não traz penalidades diretas, mas a perda de três pontos pode afastar o Tricolor da disputa por vagas em torneios continentais, reduzindo receitas futuras.

A estratégia de Dorival, entretanto, ganha relevância ao considerar a Copa Sul‑Americana. O Boca Juniors venceu a primeira partida por 1 a 0 na La Bombonera, e o São Paulo precisa reverter o placar no Morumbi para avançar. A manutenção de titulares para esse confronto aumenta as chances de um resultado positivo, mas também eleva a expectativa da torcida, que já questiona a postura defensiva adotada contra o Palmeiras.

Na terça‑feira, 14 de setembro, o São Paulo entra em campo às 21h30 contra o Boca Juniors, com a obrigação de superar o déficit de um gol. Dorival deve escalar o time titular, ainda que precise lidar com a suspensão de Osorio e a ausência de Pablo Maia, que cumpre suspensão por terceiro cartão amarelo. Os próximos minutos serão decisivos para avaliar se a estratégia de rotação foi um sacrifício temporário ou um erro de cálculo que pode comprometer a campanha do Tricolor tanto no Brasileirão quanto na Sul‑Americana.

Fonte: ge.globo

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