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Flamengo corre contra o tempo para reforços na Libertadores

Venda de Plata e prazo da CONMEBOL deixam o clube em urgência de contratações antes das quartas contra o Independiente del Valle.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Flamengo corre contra o tempo para reforços na Libertadores

Com o prazo da CONMEBOL para a lista de quartas de final da Libertadores encerrando‑se nesta sexta‑feira, o Flamengo tem apenas sete dias para regularizar eventuais reforços antes de enfrentar o Independiente del Valle. O prazo interno da janela de transferências no Brasil vai até 11 de setembro, mas não serve para a competição continental. A pressão aumenta porque a equipe rubro‑negra ainda não definiu substitutos para o atacante equatoriano Plata, que está prestes a ser vendido.

O Flamengo chegou às quartas ao eliminar o Cruzeiro nas oitavas, vencendo por 3 a 2 no agregado, e agora encara o atual campeão equatoriano, que acumula 16 vitórias consecutivas. O Independiente del Valle chega como um dos favoritos da fase, trazendo um estilo de jogo compacto que já derrubou adversários como River Plate. Para Leonardo Jardim, a tarefa é adaptar o elenco que já provou ser competitivo, mas que perdeu um dos seus principais artilheiros.

A negociação avançada com o Dynamo de Moscou fixa o preço de Plata em 10 milhões de euros, o que equivale a cerca de R$ 60,1 milhões na cotação atual. O atacante, titular sob Jardim, destacou‑se na Copa do Mundo representando o Equador, o que elevou sua exigência salarial e motivou a venda. O montante recebido será crucial para equilibrar o orçamento da janela, que já previa gastos de 25 milhões de euros para contratações.

Com o caixa reforçado, o Flamengo tem condições de acionar a cláusula de compra de Luiz Henrique, atacante do Zenit que custa 25 milhões de euros (aprox. R$ 150,4 milhões). O clube ainda enfrenta concorrência de rivais como o Botafogo, que também demonstra interesse no jogador. Caso a contratação se concretize após o prazo da CONMEBOL, Henrique só poderá ser inscrito para uma eventual semifinal, com data limite em 9 de outubro.

Além de Plata, outras duas saídas podem ocorrer: Everton Cebolinha tem contrato até dezembro e já pode assinar pré‑contrato com outra equipe, enquanto Wallace Yan negocia liberação antecipada com o Bragantino. Ambas as situações reduzem ainda mais a profundidade do elenco, sobretudo nas laterais e no meio‑campo. A diretoria de futebol, liderada por José Boto e Andrii Fedchenkov, tem monitorado esses desfechos para evitar lacunas antes da sequência de jogos decisivos.

Taticamente, a perda de Plata deixa um vazio no setor ofensivo, reduzindo opções de finalização rápida e de jogadas pelos flancos. Leonardo Jardim pode recorrer ao uso de Vini Jr. mais centralizado ou explorar a criatividade de Arrascaeta para compensar a ausência. A chegada de Luiz Henrique, se confirmada a tempo, traria um perfil de atacante mais físico e com experiência europeia, potencialmente alterando o esquema de 4‑2‑3‑1 adotado nas oitavas.

Financeiramente, o dinheiro da transferência de Plata permite ao clube manter o plano de investimento inicialmente anunciado, mas a necessidade de fechar o negócio antes do prazo da CONMEBOL cria um risco de perder um reforço estratégico. Caso o Flamengo não consiga registrar novos nomes, corre o risco de enfrentar o Independiente del Valle com um elenco reduzido, o que pode comprometer a classificação para as semifinais. A pressão sobre a diretoria aumenta, pois a falha pode refletir diretamente na arrecadação de receitas de TV e patrocínio vinculadas à fase avançada da Libertadores.

O próximo compromisso do Flamengo será o clássico contra o Botafogo pela 25ª rodada do Brasileirão, antes da primeira partida das quartas de final, marcada para o fim de setembro. Enquanto o relógio corre, os olhos da torcida e da imprensa estarão voltados para a confirmação da venda de Plata e para possíveis anúncios de reforços. O desfecho da janela será decisivo para definir se o Rubro‑Negro entrará na disputa sul‑americana com condições de avançar ou se terá de lidar com um déficit de opções.

Fonte: ge.globo

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