Fluminense de Marcão marca mais que o de Zubeldía, mas sofre mais gols
Em nove jogos, o novo técnico elevou a média ofensiva para 1,89 gol por partida, enquanto a bola aérea segue como o principal ponto fraco da defesa.

O Fluminense de Marcão tem números melhores no ataque e piores na defesa do que o time dirigido por Zubeldía ao longo de 2026. Em nove partidas sob o comando do atual treinador, o clube carioca venceu cinco, empatou duas e perdeu duas, com 17 gols marcados e 13 sofridos, o que equivale a 62,96% de aproveitamento.
A comparação com o antecessor mostra o salto. Zubeldía esteve à frente do Tricolor em 39 jogos na temporada, com 16 vitórias, 15 empates e oito derrotas, 48 gols a favor e 39 contra, somando 53,85% dos pontos disputados. A média ofensiva passou de 1,23 para 1,89 gol por partida, mesmo sem John Kennedy, artilheiro com 12 gols e afastado por lesão. Hulk, reforço para o segundo semestre, já balançou as redes seis vezes.
O setor defensivo caminha no sentido oposto. A média de gols sofridos subiu de 1 para 1,44 por jogo, e a fragilidade na bola aérea, já presente antes, ficou mais evidente: oito dos 13 gols levados com Marcão saíram dessa forma, 61,54% do total, contra 53,85% no período anterior. A zaga também vem mudando, com Thiago Silva ao lado de Ignácio ou de Millán e os dois últimos formando dupla quando o capitão não joga.
A posse de bola quase não se alterou entre os dois trabalhos: o time atual fica com a bola 54% do tempo, ante 57% com Zubeldía. A nona partida de Marcão foi a vitória por 3 a 1 sobre o Corinthians, fora de casa, no último domingo, resultado que recolocou o Fluminense no G-4 do Brasileirão.
O momento é o melhor do clube na temporada, que também está classificado para a semifinal da Libertadores. Com a pausa para a Data Fifa, a comissão técnica ganha tempo para ajustes antes do próximo compromisso, diante do Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro.
Com informações de ge.globo
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