Fluminense integra filhos de ídolos e aposta no legado da base
Herança de Branco, Ganso, Felipe Melo e Fred ganha espaço nas categorias de Xerém.

Fluminense oficializou a entrada de cinco descendentes de ex‑jogadores na sua academia de Xerém, entre eles Henrico Costi, filho de Ganso, e João Pedro, filho de Fred, marcando a primeira vez que o clube estrutura um programa dedicado a herdeiros de lendas; a medida visa transformar o vínculo afetivo em potencial competitivo. A iniciativa foi anunciada em 28/08/2026 e já gera expectativa entre torcedores que veem nos jovens a continuação de um legado que já produziu nomes como Marcelo e Romário.
A base tricolor, considerada uma das melhores do Brasil nas últimas temporadas, tem sido responsável por revelar talentos que abastecem o elenco principal e o mercado internacional. Xerém, com suas instalações de última geração, conquistou títulos no Campeonato Carioca de Base e enviou jogadores para a Seleção Sub‑20, consolidando um modelo de formação que agora inclui a herança familiar como diferencial estratégico.
Henrico Costi, apelidado de Gansinho nas redes sociais, atua no sub‑12 e tem sido comparado ao estilo de jogo do pai, que atualmente ocupa a camisa 10 do Fluminense. Vídeos de torcedores mostram o garoto driblando e finalizando com a mesma elegância que caracteriza Ganso, enquanto sua mãe, Giovanna Costi, admite que prefere que o filho siga seu próprio caminho, apesar da pressão das comparações.
No sub‑13, Lucca Ibraim, filho do ex‑lateral‑esquerdo Branco, e Luke Melo, filho de Felipe Melo, já se destacam por técnica apurada e visão de jogo. Lucca, que chegou à base em 2022 e passou por todas as categorias, demonstra a mesma inteligência tática que seu pai exibiu na Seleção, enquanto Luke, nascido em 2013, impressiona pela velocidade e tranquilidade defensiva, atributos raros para a idade.
A geração 2016 conta com Enzo Arouca, filho do ex‑volante Arouca, que já atua como meia no sub‑10, replicando a postura combativa do pai. Já João Pedro, nascido em 2018, integra o sub‑8, categoria ainda restrita ao salão, e chegou ao grupo após a volta de Fred ao clube como treinador da equipe sub‑20, reforçando a ligação entre a nova geração e a direção técnica da base.
Ao institucionalizar a presença de filhos de ídolos, Fluminense cria um elo emocional que pode ser convertido em valor de marca e em receita futura, caso algum desses jovens alcance o profissionalismo. Contudo, a estratégia traz o risco de sobrecarga psicológica, já que as comparações midiáticas podem limitar o desenvolvimento individual; o clube precisa equilibrar exposição e acompanhamento técnico para transformar a herança em desempenho concreto.
Os próximos passos incluem a participação dos grupos sub‑12, sub‑13 e sub‑10 no Campeonato Carioca de Base, que começa em setembro, e a avaliação contínua dos jovens em torneios internos de Xerém. Torcedores e analistas deverão observar a evolução de Gansinho, Lucca Ibraim, Luke Melo, Enzo Arouca e João Pedro, pois seu desempenho poderá abrir portas para o sub‑17 e, eventualmente, para o elenco profissional, reforçando a promessa de um futuro tricolor ainda mais conectado às suas raízes.
Fonte: ge.globo
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.





