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Giuliano processa Corinthians por calote de R$ 1,3 mi

O ex-meia alega que o Timão quitou apenas cinco das 16 parcelas acordadas e ainda deve R$ 1,5 mi por direitos de imagem.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Giuliano processa Corinthians por calote de R$ 1,3 mi

O ex-meia Giuliano ajuizou ação na Justiça do Trabalho contra o Corinthians, alegando que o clube pagou apenas cinco das 16 parcelas previstas em acordo de maio de 2024, deixando um saldo de cerca de R$ 1 milhão de FGTS em aberto, além de exigir R$ 1,5 milhão referentes a direitos de imagem.

Giuliano vestiu a camisa do Timão entre 2021 e 2023, somando 143 partidas e 12 gols, antes de ser negociado para o Athletico-PR, onde encerrou a temporada e deixou o clube no início de 2026; sua passagem coincidiu com a fase de transição do Corinthians para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

O acordo de maio de 2024 previa o pagamento do débito de FGTS em 16 parcelas mensais; segundo o jogador, apenas cinco foram quitadas, gerando um débito residual de R$ 1 milhão acrescido de juros, multa e correção monetária, que foi incluído no Regime Centralizado de Execuções (RCE).

Além do FGTS, Giuliano cobra cerca de R$ 1,5 milhão por direitos de imagem, valor que, segundo ele, foi reconhecido em contrato, mas nunca foi honrado pelo clube, reforçando a tese de inadimplência sistemática que ele aponta contra a gestão corinthiana.

Para o Corinthians, o montante total de R$ 2,8 milhões representa um peso extra em um período em que o clube está negociando a venda de André e buscando reforçar o elenco para a fase decisiva da Libertadores, o que pode limitar a disponibilidade de caixa para contratações e pagamentos de salários.

A ação também levanta dúvidas sobre a eficácia do modelo SAF em garantir a regularidade dos pagamentos a ex-jogadores; se o caso prosperar, outros atletas podem usar o precedente para contestar pendências semelhantes, pressionando a diretoria a rever sua política de quitação de débitos trabalhistas.

O processo segue em trâmite na Justiça do Trabalho, com a dívida já inscrita no RCE, o que permite a execução forçada caso o clube não cumpra a decisão; enquanto isso, o Corinthians tem próximo compromisso nas quartas de final da Libertadores 2026, e a situação jurídica pode influenciar a moral do elenco e a percepção da torcida.

Fonte: ge.globo

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