Hulk e Serna carregam Fluminense: mais da metade dos gols pós‑Copa
Os dois atacantes combinam gols e assistências e se tornam a espinha dorsal do ataque tricolor sob Marcão.

Hulk e Serna foram responsáveis por 11 dos 21 gols marcados pelo Fluminense desde o retorno da pausa para a Copa do Mundo, além de gerar seis assistências, o que representa mais de 50% das participações diretas em gols da equipe. O feito destaca a dupla como o eixo ofensivo que sustenta a campanha tricolor na reta final do Brasileirão. Essa concentração de produção ofensiva surge em um momento decisivo, com o Flu buscando fechar a diferença para o líder Flamengo.
O calendário pós‑Copa tem sido marcado por mudanças técnicas e lesões críticas. Após a eliminação na Copa do Brasil contra o Vasco, o técnico Zubeldía foi substituído por Marcão, e o lateral João Kennedy sofreu lesão ligamentar que o deixará fora até 2027. O Flu, que até então registrava 21 gols, precisava de respostas para retomar a regularidade ofensiva, e a nova comissão encontrou em Hulk e Serna a solução imediata.
Hulk chegou ao clube com expectativas altas, mas foi vaiado nas primeiras aparições sob Zubeldía, sendo eclipsado por John Kennedy. A virada ocorreu no primeiro jogo de Marcão, contra o Palmeiras, quando marcou seu primeiro gol com a bola rolando e, desde então, anotou contra Remo, Athletico‑PR, Platense e Corinthians, totalizando sete gols e quatro assistências. Nas últimas seis partidas, o atacante participou de oito gols, liderando as estatísticas de contribuição ofensiva do Flu na Libertadores desta edição.
Serna, o atacante colombiano, também viveu um início conturbado, perdendo a posição de ponta esquerda para Soteldo e Savarino. Desde a troca de comando, porém, reconquistou a titularidade e, em nove jogos, somou quatro gols e uma assistência, inclusive marcando contra o Remo. O jogador acumula seis participações diretas em gols, tornando‑se a segunda força do ataque ao lado de Hulk.
Taticamente, a parceria Hulk‑Serna permite ao Flu alternar entre o 4‑4‑2 tradicional e variações de 4‑3‑3, explorando a capacidade de finalização de Hulk e a mobilidade de Serna na ala esquerda. A presença constante dos dois força as defesas adversárias a dividir a marcação, abrindo espaços para os meias Canobbio e Martinelli, que também contribuíram com assistências. Essa dinâmica tem sido crucial para romper a compactação defensiva de rivais como Palmeiras e Corinthians.
Do ponto de vista financeiro, a ascensão de Hulk e Serna eleva o valor de mercado dos atletas e reforça a negociação de patrocínios, especialmente com a proximidade da reta final do campeonato. A dependência de dois jogadores para a maioria dos gols também expõe o clube a riscos caso um deles sofra lesão ou suspensão, o que pode comprometer a luta por um lugar nas fases finais da Libertadores. Na tabela, o Flu mantém a segunda posição, a oito pontos de Flamengo, e a continuidade desse desempenho ofensivo pode ser decisiva para fechar a lacuna.
O próximo compromisso do Fluminense será na próxima rodada do Brasileirão, onde a equipe buscará confirmar a eficácia do ataque liderado por Hulk e Serna. Observadores deverão analisar se Marcão preserva a dupla nos minutos finais ou recorre a rotações para manter a frescura física. O desempenho será decisivo para definir se o Flu consolida sua posição de candidato ao título ou vê a pressão crescer nos últimos jogos.
Fonte: ge.globo
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