Juventude domina Brasileirão 2026: mais de 200 sub-23 em campo
Levantamento do Gato Mestre revela que apostar em atletas até 23 anos virou estratégia central dos clubes da Série A.

O Brasileirão 2026 já contou com mais de 200 atletas sub-23 em ação, segundo levantamento do analista Gato Mestre, e isso sinaliza uma mudança de paradigma nas políticas de escalação dos clubes da Série A. A pesquisa, que considera a idade de cada atleta no dia da partida, traz um ranking por clubes que evidencia quem tem apostado mais na renovação de elenco. O fato ganha relevância porque a presença de jovens pode alterar tanto o estilo de jogo quanto a saúde financeira das equipes.
O estudo de Gato Mestre abrange as primeiras 20 rodadas da competição, período em que 30% das equipes já escalaram ao menos um jogador de até 23 anos em cada partida. A metodologia fixa a data de nascimento no dia do jogo, evitando distorções causadas por aniversários ao longo da temporada. Essa abordagem permite comparar de forma justa a dependência de talentos jovens entre clubes que historicamente privilegiavam jogadores experientes.
Entre os clubes que lideram o ranking, o Coritiba aparece em destaque ao ter colocado um jovem como titular pela primeira vez na Série A, na ausência de Thiago Santos. O Coxa, que já registrou 30 gols na competição, contou com oito desses marcados em bolas paradas, demonstrando que a juventude também tem contribuído em situações de pressão. Outros nomes recorrentes no levantamento são Athletico-PR, Fluminense e Botafogo, que têm mantido uma média de três a quatro sub-23 por partida.
A presença de jovens no Coritiba vai além da escalação: JP Chermont, lateral‑direito de 20 anos, vive um auge de desempenho, enquanto Pedro Rangel retornou aos treinos após cirurgia no joelho, reforçando a renovação de posições defensivas. A negociação em andamento com o volante uruguaio Nicolás Fonseca, de 27 anos, e a chegada do experiente Richard, de 32, mostram que o clube combina juventude e experiência para equilibrar o elenco. Esses movimentos reforçam a estratégia de montar um time competitivo sem sobrecarregar a folha salarial.
Do ponto de vista tático, a aposta em atletas sub-23 tem permitido a implantação de sistemas de pressão alta e transição rápida, atributos que exigem resistência física e agilidade. Financeiramente, a valorização de jogadores jovens gera ativos negociáveis que podem ser vendidos a clubes europeus, aliviando a pressão de salários altos. Contudo, a falta de experiência em momentos decisivos ainda pode ser um ponto vulnerável, como evidenciado nas partidas contra equipes mais consolidadas no G4.
Para a torcida, a presença de jogadores como JP Chermont e a estreia de jovens titulares criam um vínculo emocional forte, mas também trazem ansiedade diante de possíveis erros que custam pontos. A expectativa aumenta nos próximos confrontos, especialmente quando o Coxa enfrenta o Remo em Belém sem o técnico Fernando Seabra à beira do gramado, situação que pode testar a maturidade dos jovens em campo. A continuidade dessa tendência será observada nas próximas duas rodadas, quando clubes como Athletico-PR e Fluminense ainda têm jogos contra adversários da zona de classificação para a Libertadores.
O próximo desafio do Coritiba será contra o Remo, onde a diretoria pretende manter a aposta em atletas sub-23 para validar a estratégia de longo prazo. Enquanto isso, Gato Mestre promete atualizar o ranking após a 25ª rodada, permitindo que clubes e torcedores acompanhem a evolução da juventude no campeonato. O que se observará nos próximos jogos é se a dependência de jovens será suficiente para garantir posições de destaque ou se a experiência ainda será decisiva nos momentos críticos da temporada.
Fonte: ge.globo
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