Liverpool empata sem gols e revela vulnerabilidade ofensiva sob Iraola
Falhas na criação e cansaço acumulado colocam em xeque a promessa de um Liverpool mais intenso

O Liverpool ficou no 0 a 0 contra o Fulham na Anfield, marcando o terceiro empate em quatro partidas da Premier League e reacendendo dúvidas sobre a capacidade de Andoni Iraola de fazer o ataque dos Reds render gols. A partida, disputada em casa, trouxe à tona a falta de penetração mesmo com nomes de peso como Alexander Isak, Bradley Barcola, Florian Wirtz e Victor Muñoz em campo. Para um clube que ainda não sofreu nenhum gol na temporada, a ausência de gols é tão alarmante quanto a invencibilidade defensiva.
Iraola chegou ao Liverpool vindo do Bournemouth, trazendo a proposta de um futebol mais intenso e vertical, mas ainda está nos primeiros meses de adaptação ao ritmo da Premier League. O mercado de inverno trouxe reforços de destaque – Isak, Barcola, Wirtz e Muñoz – que deveriam elevar o poder de fogo da equipe, que já começou a temporada sem derrotas, mas com três empates. O calendário, porém, já impôs quatro jogos em 12 dias, incluindo a partida de ida contra o Atlético de Madrid na Champions League na última quarta‑feira.
No duelo contra o Fulham, o Liverpool registrou onze finalizações, das quais apenas três foram a gol, evidenciando a ineficiência ofensiva apontada por Iraola. Florian Wirtz e Kostas Tsimikas desperdiçaram passes fáceis no primeiro tempo, enquanto a equipe mostrou lentidão na posse de bola, como ressaltou o treinador após o apito final. “Faltou energia no primeiro tempo, não fizemos o suficiente no ataque para mudar o jogo”, disse Iraola, que ainda destacou a necessidade de ser mais eficiente diante do gol adversário.
Bradley Barcola, um dos principais reforços da janela de transferências, ainda não encontrou a sintonia completa com o estilo de Jürgen Klopp, mas demonstrou entrega ao ser substituído por questões físicas. Iraola explicou que o ex‑PSG ainda está em processo de adaptação ao futebol inglês e que a carga de jogos está ajudando a aprimorar seu condicionamento. A mesma lógica foi aplicada a Victor Muñoz, que ainda busca ritmo e confiança para ser decisivo nas áreas de ataque.
A sequência de jogos intensos – quatro partidas em 12 dias – tem gerado desgaste físico e mental, como admitiu Iraola ao referir‑se ao confronto contra o Atlético de Madrid, que exigiu adaptações rápidas dos jogadores. A profundidade do elenco, ainda em avaliação, surge como ponto crítico: o banco não oferece a mesma qualidade ofensiva que o onze titular, o que se refletiu nas oportunidades perdidas contra o Fulham. Essa limitação pode se tornar ainda mais evidente nas próximas fases da Champions League e da Premier League, onde a rotação será obrigatória.
Com a partida contra o Tottenham Hotspur na Carabao Cup marcada para a próxima terça‑feira, Iraola terá que decidir entre preservar os titulares cansados ou arriscar jovens como Barcola e Wirtz para ganhar ritmo. O próximo confronto será, portanto, um teste de como o técnico gerenciará a carga de trabalho e buscará soluções táticas para melhorar a conversão de chances. Observadores apontam que a eficácia nas transições rápidas e a presença de um ‘finalizador’ de referência serão cruciais para romper a sequência de empates.
Se o Liverpool quiser transformar seu investimento ofensivo em resultados concretos, a prioridade será otimizar a eficiência nas finalizações e ampliar a profundidade do ataque antes dos próximos desafios europeus. O próximo jogo contra o Tottenham pode servir como termômetro para a capacidade de Iraola de ajustar o estilo de jogo e revitalizar o setor ofensivo. Torcedores e críticos estarão atentos ao número de chutes a gol, à movimentação dos novos reforços e à resposta física da equipe diante de um calendário cada vez mais exigente.
Fonte: Trivela
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