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Luís Henrique luta por titularidade no 3-5-2 da Inter sob Cristian Chivu

O jovem brasileiro transforma atacante em ala direito e encara a concorrência de Andy Diouf

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Luís Henrique luta por titularidade no 3-5-2 da Inter sob Cristian Chivu

Luís Henrique, de 24 anos, está na reserva da Inter de Milão e busca reconquistar a titularidade no ala direito do esquema 3-5-2 comandado por Cristian Chivu. A situação ganhou destaque após rumores de negociação com a Roma e a preferência do técnico pelo francês Andy Diouf. O brasileiro, campeão italiano na temporada passada, vê sua carreira em um ponto de inflexão que pode definir seu futuro na Europa e na Seleção.

A Inter chegou à temporada 2024‑25 como defensora do título da Serie A e com vaga garantida na fase de grupos da Champions League. O técnico romeno adotou o 3-5-2 para explorar a largura dos laterais, exigindo que os alas contribuam tanto na defesa quanto no ataque. No contexto da competição, a equipe já utilizou Diouf como titular em oito das primeiras dez partidas, enquanto Henrique entrou apenas nos segundos tempos de três jogos.

Em entrevista concedida à Folha, Henrique descreveu a transição como "muito boa e de grande aprendizado", destacando a exigência física e a necessidade de concentração constante. "Preciso ajudar na defesa, mas sem perder minha característica ofensiva. Gosto de ter liberdade para atacar, usar minha velocidade e buscar o um‑contra‑um", afirmou. Ele enfatizou ainda que a mudança envolve "posicionamento, cobertura e leitura do jogo", não apenas correr mais ou marcar com intensidade.

O caso de Henrique reflete uma tendência observada em outros clubes europeus. No Chelsea, Xabi Alonso tem exigido que Estêvão, aberto pela direita, recupere a bola rapidamente quando o time perde a posse, enquanto Pedro Neto se destaca como ala direito no Liverpool. Essas experiências mostram que a evolução de jogadores ofensivos para funções híbridas tornou‑se crucial no futebol moderno, onde o ala precisa ser quase um maratonista durante os 90 minutos.

Do ponto de vista tático, a versatilidade de Henrique oferece à Inter uma alternativa valiosa contra equipes que pressionam alto, como o Napoli ou o Borussia Dortmund. Se conseguir consolidar a leitura defensiva, o treinador ganha um ala capaz de abrir espaços nas transições, equilibrando a criatividade de Diouf com a agressividade brasileira. Para o jogador, a regularidade no elenco titular pode elevar seu valor de mercado, que atualmente ronda os €12 milhões segundo a Transfermarkt.

A possibilidade de transferência para a Roma, citada em meios de comunicação italianos no início de julho, ainda não se concretizou e pode ser reavaliada caso Henrique conquiste a vaga. Permanecer na Inter, clube campeão e participante da Champions, aumenta sua visibilidade internacional e fortalece o argumento para uma convocação da Seleção Brasileira, que ainda não o incluiu nos últimos convites. O próprio Henrique reconhece que a regularidade na Inter é a porta de entrada para a camisa amarela.

O próximo desafio da Inter será a partida da Serie A na rodada seguinte, onde a disputa pela posição de ala direito deverá se intensificar. Observadores recomendam acompanhar a carga de trabalho de Henrique nos treinos e sua participação nos minutos de substituição, indicadores que podem antecipar uma mudança de postura de Chivu. Se o brasileiro consolidar a entrega defensiva sem perder a explosão ofensiva, a temporada 2024‑25 pode marcar o início de uma nova fase em sua carreira europeia.

Fonte: Folha Esporte

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