Manchester United busca redenção na Champions contra o Sabah
Carrick tenta virar a maré no novo formato de liga da competição europeia.

Na quinta‑feira, 10 de setembro, o Manchester United abre a fase de liga da Champions League 2026/27 contra o Sabah, às 16h (horário de Brasília), no Old Trafford. O confronto marca o retorno dos Red Devils à competição após dois anos de ausência e coloca o clube inglês diante de um dos novatos da edição. A partida tem peso extra porque o United ainda busca a primeira vitória na temporada, depois de três resultados desfavoráveis na Premier League.
A última presença do United na Champions foi a campanha 2023/24, encerrada na fase de grupos com uma eliminação precoce ao lado de Bayern de Munique, Galatasaray e Copenhagen. Desde então, o clube ficou fora da elite europeia, reflexo de turbulências internas e resultados irregulares na liga doméstica. O novo formato de liga, introduzido pela UEFA para 2026/27, transforma a fase de grupos em um mini‑campeonato, exigindo consistência ao longo de seis jogos contra adversários de diferentes níveis.
O United chegou a Old Trafford com apenas um ponto conquistado nos três primeiros compromissos da Premier League: vitória por 2 a 1 sobre o Ipswich Town, empate sem gols com o Everton e derrota por 1 a 0 para o Hull City. A escalação divulgada para a partida inclui Lammens; Dalot, Yoro, Martinez e Mazraoui; Andrey Santos, Mainoo, Mbeumo, Bruno Fernandes e Matheus Cunha; e o atacante Sesko. Entre os ausentes estão o zagueiro Matthijs de Ligt, o lateral Ugarte, o volante Baleba, o meia Diallo e o goleiro Heaton; Rashford permanece dúvida após dores na partida contra o Everton.
Do outro lado, o Sabah chega como campeão da Premier League do Azerbaijão pela primeira vez na história, garantindo a vaga na fase de liga ao vencer o torneio nacional. O técnico valdás Dambrauskas escalou Pokatilov; Solvet, Dashdamirov, Puchacz e Zedadka; Rakhmonaliev, Isaev, Lepinjica e Parris; e os atacantes Mickels e Simic. Apesar da inexperiência europeia, a equipe mostrou solidez defensiva na temporada doméstica, concedendo apenas 12 gols em 30 jogos, e traz jogadores que podem surpreender pela disciplina tática.
Do ponto de vista tático, Carrick tem duas opções principais: manter a linha de ataque com Matheus Cunha e Sesko, ou aguardar a recuperação de Rashford para dar mais mobilidade ao setor ofensivo. A ausência de de Ligt e Ugarte deixa o centro‑defesa vulnerável a bolas aéreas, exigindo que Martinez e Mazraoui assumam papéis de cobertura. Além disso, a falta de um volante de criação como Baleba pode limitar a transição rápida que o United costuma empregar contra equipes mais compactas.
Financeiramente, uma vitória em casa pode ser decisiva para restaurar a confiança dos investidores e dos torcedores, que viram o clube perder receitas substanciais nos últimos dois anos sem a Champions. No campo, um resultado positivo aliviaria a pressão sobre Carrick, cujo contrato está atrelado ao desempenho europeu, e poderia servir de catalisador para melhorar a sequência na Premier League. Para a torcida, o confronto representa a primeira oportunidade de ver o time competir novamente nas noites de elite, algo que tem impacto direto no moral e nas vendas de merchandise.
O próximo compromisso do United será contra o Paris Saint‑Germain na segunda rodada da fase de liga, enquanto o Sabah encara o Borussia Dortmund. Ambos os jogos oferecerão pistas sobre a capacidade de adaptação de Carrick ao novo calendário. Os torcedores devem observar a evolução dos zagueiros substitutos, a integração de Sesko no ataque e a resposta de Rashford caso seja escalado.
Fonte: ge.globo
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