Martinelli rompe jejum e garante vaga na seleção brasileira
Volante de 24 anos retorna ao Brasil após dois anos, reforçando a esperança tricolor na Copa de 2030.

Na tarde de 16 de setembro de 2026, o volante Martinelli recebeu a primeira convocação para a Seleção brasileira, substituindo João Pedro, que se retirou por lesão. O técnico Carlo Ancelotti anunciou a lista para os amistosos contra Austrália e Índia, marcando o retorno do Fluminense à Amarelinha após dois anos. A chamada chega em um momento decisivo, com a primeira data FIFA do ciclo rumo à Copa de 2030 já em curso.
O último tricolor a vestir a camisa canarinha foi André, convocado por Dorival Júnior em 2024, seguido por Nino, chamado por Diniz em 2023. Antes deles, o atacante João Pedro, então no Flamengo, recebeu a convocação de Tite em 2018, criando um hiato de quase oito anos sem representantes do Flu na seleção principal. Essa lacuna coincidiu com a fase de transição do clube, que só retomou destaque internacional ao conquistar a Libertadores em 2025.
Martinelli, 24 anos, chegou ao Fluminense em 2017 como integrante da categoria sub‑17 e estreou no profissional em 2020, ainda durante a pandemia de Covid‑19. Desde então, tornou‑se um dos capitães do elenco e o jogador revelado em Xerém com mais partidas pelo profissional, acumulando mais de 150 jogos. Sua evolução foi acompanhada de perto por Ancelotti, que já o observou em treinos do clube, embora a presença consolidada de Casemiro e Fabinho tenha limitado oportunidades anteriores.
O volante tem sido alvo de sondagens de clubes europeus nas últimas janelas, mas o Fluminense manteve a postura de intransferibilidade, afirmando que só aceitaria uma proposta “irrecusável”. Essa política reflete a importância tática de Martinelli, que combina recuperação de bola, distribuição e liderança dentro de campo. O clube ainda não divulgou valores ou interessados concretos, reforçando a estratégia de preservar o núcleo que garantiu a Libertadores.
Do ponto de vista tático, a inclusão de Martinelli amplia as opções de Ancelotti, que busca um meio‑campo mais dinâmico para os amistosos. O volante traz experiência em jogos de alta pressão, como a classificação sobre o Platense (2‑1) que garantiu a semifinal da Libertadores, e pode ser testado em diferentes esquemas, inclusive como pivô defensivo ao lado de Casemiro. Para o Brasil, a presença de um jogador em plena forma pode gerar competição saudável com nomes já estabelecidos, como Fabinho e Bruno Guimarães.
Para Martinelli, a convocação representa a materialização de um sonho declarado em entrevista após a vitória sobre o Platense: “Se for a hora, vai ser a hora certa, a hora de Deus”. O reconhecimento nacional pode elevar ainda mais seu valor de mercado e abrir caminho para uma participação na Copa do Mundo de 2026, ainda que a lista final ainda não esteja definida. Além disso, seu retorno à seleção traz um estímulo moral ao elenco do Fluminense, que entra na fase decisiva da Libertadores.
Os próximos compromissos de Martinelli serão os amistosos contra Austrália (23/09) e Índia (27/09), onde terá a chance de mostrar seu desempenho ao técnico da seleção. Enquanto isso, o Fluminense se prepara para a semifinal da Libertadores, onde enfrentará o vencedor da chave oposta, um teste que pode confirmar a importância do volante tanto no clube quanto na seleção. Os torcedores devem observar sua atuação nos dois cenários, que podem definir o rumo da temporada tricolor e a projeção internacional do jogador.
Fonte: ge.globo
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