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Mixto assegura permanência na Série A1 e projeta consolidação feminina

Goleira Nágila destaca a evolução da equipe e traça metas para 2027.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Mixto assegura permanência na Série A1 e projeta consolidação feminina

O Mixto garantiu a permanência na Série A1 do Brasileirão Feminino com duas rodadas de antecedência, encerrando a campanha na 14ª colocação e somando 12 pontos. A última partida, realizada em 31 de agosto de 2026 no Morumbis, terminou com derrota por 1 a 0 diante do São Paulo, mas o objetivo principal já estava assegurado. A confirmação precoce traz alívio à diretoria e abre espaço para planejar a próxima temporada sem a pressão de uma luta contra o rebaixamento.

A ascensão do Mixto à elite foi inesperada: a equipe mato‑grossense chegou à Série A1 em 2025 após uma campanha surpreendente no estadual, sem tradição de longo prazo na primeira divisão. Historicamente, o clube tem investido pouco em estrutura feminina, mas a meta de 2026 – permanecer na elite – foi estabelecida como prioridade máxima. Esse contexto explica a intensidade dos trabalhos técnicos e a busca por consistência ao enfrentar adversárias de maior tradição e orçamento.

Ao longo de 17 partidas, o Mixto marcou 10 gols e sofreu 27, números que revelam uma defesa vulnerável mas também um ataque ainda em construção. Nágila, goleira titular, atuou em 15 desses jogos e, ao final da competição, declarou que a equipe “ganhou maturidade e confiança” e que “pertencemos a esse nível”. O discurso da capitã reflete a mudança de mentalidade que se consolidou após os primeiros resultados positivos contra equipes como o Palmeiras e a Internacional.

Com passagem anterior por clubes que já disputavam a Série A1, Nágila trouxe experiência de alto nível e enfatizou a importância da concentração, consistência e personalidade para competir na elite. “Foi uma temporada de muito aprendizado e crescimento”, afirmou, destacando que a vivência em 2026 reforçou a necessidade de manter a regularidade em cada partida. Seu protagonismo entre os 15 jogos disputados ajudou a estabilizar a defesa, ainda que o saldo de gols sofridos indique espaço para aprimoramento técnico.

Do ponto de vista tático, o Mixto evoluiu ao adotar um esquema mais compacto, priorizando a transição rápida e a marcação zonal, o que reduziu a quantidade de chances claras criadas pelos adversários nas últimas rodadas. Essa mudança, aliada ao trabalho de união e entrega citados por Nágila, elevou o moral do grupo e criou um ambiente propício para atrair patrocinadores regionais interessados no crescimento do futebol feminino. A permanência na Série A1 também amplia a visibilidade do clube nas mídias nacionais, fator crucial para futuros investimentos.

Financeiramente, garantir o acesso à elite abre portas para repasses de recursos da CBF e para a negociação de contratos de patrocínio mais robustos. Contudo, a diretoria reconhece que é preciso “manter uma base, fortalecer a estrutura e investir cada vez mais no futebol feminino”, como pontua Nágila. O Campeonato Mato‑Grosso Feminino 2026, que inicia em setembro com cinco equipes em grupo único e vaga para a Série A3 de 2027, será a oportunidade de testar novos talentos e consolidar a base que sustenta o projeto de longo prazo.

Para 2027, o Mixto pretende transformar a permanência em um projeto de consolidação, com foco na renovação do elenco, aprimoramento das instalações de treinamento e ampliação da equipe técnica. O próximo desafio imediato será o início do estadual em setembro, onde a equipe buscará manter a base que garantiu a sobrevivência e, simultaneamente, integrar jovens promissoras ao grupo. Observadores deverão acompanhar a capacidade do clube em equilibrar a continuidade dos jogadores experientes com a inserção de novas vozes, fator decisivo para almejar metas além da simples manutenção na Série A1.

Fonte: ge.globo

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