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Mosaico desaba e Timão perde para Chapecoense, ampliando crise na 11ª

A queda da imagem comemorativa coincide com a quarta derrota consecutiva e aumenta a pressão sobre o técnico Diniz.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Mosaico desaba e Timão perde para Chapecoense, ampliando crise na 11ª

Na tarde de 6 de setembro de 2026, o mosaico de 990 m² que celebrava os 116 anos do Corinthians despencou no setor Leste da Neo Química Arena, pouco antes do apito inicial contra a Chapecoense. O incidente ocorreu sob chuva e vento forte, provocando a queda de parte da imagem sobre os torcedores. Simultaneamente, o Timão sofreu a virada da lanterna do Brasileirão, perdendo por 2 a 1. O duplo revés marca a quarta derrota consecutiva e coloca o clube na 11ª posição com 32 pontos.

A tradição de montar mosaicos gigantes nas noites de aniversário tem sido um símbolo de união da Fiel, e o projeto deste ano previa cobrir quase mil metros quadrados com as cores preto e branco. O clima de São Paulo, porém, trouxe chuvas intensas que dificultaram a fixação das peças, fato já apontado pelos organizadores da torcida. A montagem chegou ao topo do setor Leste quando a estrutura começou a ceder, resultando na queda de trechos da imagem. O episódio expõe fragilidades logísticas que o clube ainda não havia enfrentado em celebrações recentes.

Dentro de campo, o Corinthians abriu o placar aos quatro minutos com Matheus Bidu, que aproveitou um cruzamento na área e bateu firme. A Chapecoense reagiu ainda no primeiro tempo, com Marcinho marcando duas vezes, a segunda virada o placar para 2 a 1. A derrota seguiu a sequência negativa contra Coritiba, Cruzeiro e Santos, consolidando a quarta derrota seguida. Com 32 pontos, o Corinthians permanece na 11ª colocação, distante da zona de classificação para a Libertadores.

A queda do mosaico alimentou um clima de revolta na arquibancada: torcedores vaiaram o time, gritando “Time sem vergonha” e exigindo explicações. A segurança do estádio foi acionada para retirar os destroços, enquanto a diretoria recebeu críticas pela falha na montagem da obra. O técnico Vanderlei Luxemburgo Diniz pediu desculpas publicamente, alegando constrangimento pela situação. A reação da Fiel demonstra que o descontentamento vai além do resultado em campo, atingindo a identidade visual do clube.

Do ponto de vista tático, a derrota evidencia a falta de consistência ofensiva após o gol de Bidu, com o meio‑campo incapaz de manter a posse e criar oportunidades claras. A pressão sobre Diniz aumenta, já que a sequência de derrotas compromete a confiança da equipe e coloca em risco a vaga na Libertadores, objetivo ainda mais crítico após a eliminação precoce no torneio doméstico. Financeiramente, o colapso do mosaico pode gerar custos de reparo e eventuais indenizações, além de impactar a imagem institucional do Corinthians perante patrocinadores. Psicologicamente, a combinação de protestos e falha de produção visual pode abalar ainda mais a moral dos jogadores antes dos confrontos decisivos. O clube precisará de uma resposta rápida para restaurar a credibilidade junto à torcida e ao mercado.

O próximo compromisso do Timão será contra o Estudiantes, da Argentina, na ida das quartas‑de‑final da Libertadores, marcada para quarta‑feira, às 21h30 (horário de Brasília). Em seguida, a 27ª rodada do Brasileirão coloca o Corinthians contra o Flamengo, no Maracanã, no domingo, às 17h30. Observadores deverão monitorar se a equipe consegue reverter a tendência negativa e como a diretoria lida com a segurança das próximas produções de mosaicos. O desenrolar desses dois jogos será decisivo para definir se a crise será contida ou se aprofundará.

Fonte: ge.globo

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