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Mourinho exclui Mendy da Champions, mas aposta em Militão e Rodrygo

A decisão revela a nova hierarquia tática de José Mourinho e a estratégia de profundidade do Real Madrid para a fase de grupos.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Mourinho exclui Mendy da Champions, mas aposta em Militão e Rodrygo

José Mourinho deixou Ferland Mendy fora da Lista A do Real Madrid para a Champions League 2026/27, sinalizando uma mudança clara na hierarquia tática do clube. A omissão ocorre enquanto a equipe se prepara para a fase de grupos, marcada por confrontos de alta qualidade. O gesto também coloca em evidência a política de gestão de elenco do treinador português.

Mendy chegou ao Madrid em 2019, adquirido do Lyon por €50 milhões, e tem sido um dos laterais‑esquerdos mais caros da Europa. No fim da temporada 2025/26, o francês sofreu uma lesão muscular recorrente que ainda o impede de treinar a plena capacidade. Enquanto isso, o Real Madrid, com 68 pontos na La Liga, busca consolidar a defesa de seu título europeu após um período de instabilidade doméstica.

A lista oficial enviada à UEFA inclui os goleiros Thibaut Courtois, Andriy Lunin e Luis de la Fuente; a defesa conta com Dani Carvajal, Antonio Rüdiger, Marc Cucurella e Álvaro Carreras, além de Eduardo Camavinga, que pode atuar como lateral em emergências. Notavelmente, Éder Militão e Rodrygo, ainda em fase de reabilitação, foram incluídos, indicando a intenção de utilizá‑los caso estejam aptos a tempo. O restante do plantel reúne nomes como Vinícius Júnior, Endrick e Kylian Mbappé no ataque.

Ao manter Militão e Rodrygo, Mourinho demonstra confiança de que ambos podem ser liberados antes do primeiro jogo, programado para 18 de setembro contra o Celtic. Essa escolha permite ao técnico rotacionar a linha defensiva, aliviando a carga sobre Rüdiger e Carreras, enquanto preserva a profundidade ofensiva. A estratégia reflete a necessidade de flexibilidade diante de um calendário europeu cada vez mais exigente.

A ausência de Mendy elimina um lateral‑esquerdo que costuma oferecer infiltrações ofensivas e cruzamentos precisos, obrigando o treinador a depender mais de Cucurella, cujo perfil é defensivamente sólido, ou de Carreras, ainda em fase de consolidação. Essa mudança pode reduzir a amplitude do time contra o ataque de clubes como Paris Saint‑Germain ou Manchester City, exigindo ajustes táticos nos momentos de transição. A decisão também evidencia a preferência de Mourinho por jogadores com menor histórico de lesões recentes.

Financeiramente, deixar de registrar um ativo de €50 milhões nas competições europeias pode impactar a valorização de mercado do lateral, sobretudo se a lesão se prolongar. Por outro lado, a medida reduz a pressão salarial em caso de afastamento prolongado, aliviando o orçamento do clube. No âmbito da moral do grupo, a escolha envia um sinal claro de que desempenho e disponibilidade física têm precedência sobre o valor de investimento.

O Real Madrid estreia a fase de grupos da Champions League no dia 18 de setembro contra o Celtic, partida que servirá de termômetro para a condição de Militão e Rodrygo. Os olhos da torcida estarão atentos ao posicionamento de Cucurella e Carreras na lateral esquerda, bem como a possíveis substituições táticas de Mourinho nos primeiros minutos. Nos próximos jogos da La Liga, a evolução da situação de Mendy continuará a influenciar as decisões de mercado antes da janela de inverno.

Fonte: ge.globo

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