Olympique de Marseille bloque saída de Igor Paixão e mantém atacante
Clube francês recusa oferta de 40 milhões de euros do Sunderland e garante o principal destaque ofensivo da temporada.

Igor Paixão permanecerá no Olympique de Marseille após o clube francês rejeitar a oferta de 40 milhões de euros feita pelo Sunderland, que pretendia contratá-lo até o fim da janela de transferências nesta terça-feira. A recusa sinaliza que o técnico Bruno Génésio ainda conta com o atacante brasileiro para sustentar a campanha na Ligue 1. O movimento também demonstra a política de “não vender mais jogadores” anunciada por Marseille.
Marseille ocupa a zona de classificação para a Liga Europa, mas ainda busca consolidar seu ataque, que tem sido impulsionado pelas 20 participações em gols de Paixão em 42 partidas na temporada. O Sunderland, que disputa a Liga Europa e luta para subir na tabela da Championship, viu no brasileiro a peça para melhorar o poder de fogo e firmar um contrato de cinco anos. A divergência surge num momento em que ambas as equipes precisam de estabilidade financeira e competitiva.
A proposta inglesa incluía 31 milhões de euros fixos mais 9 milhões em bônus, totalizando 40 milhões, valor superior ao investimento inicial de 35 milhões de euros que o Olympique fez ao adquirir Paixão do Feyenoord em agosto de 2025. O Sunderland já havia acertado termos com o agente do atacante, mas a liberação dependia da aprovação de Marseille, que comunicou ao jogador que não faria novos negócios antes do prazo final. A recusa chegou logo após Paixão ser ausente no clássico contra o Monaco, reforçando a decisão do clube francês.
Paixão chegou à França em agosto de 2025, vindo do Feyenoord onde somou 63 participações em gols em 129 jogos e conquistou Eredivisie, KNVB Cup e Supertaça. No Olympique, ele rapidamente se tornou referência, contribuindo com 20 gols e assistências em 42 jogos, além de ser o principal alvo de sondagens da Arábia Saudita, que foram descartadas. Sua trajetória, iniciada no Coritiba e consolidada no futebol europeu, eleva seu valor de mercado e o torna um ativo estratégico para o clube mediterrâneo.
Do ponto de vista tático, Paixão oferece versatilidade ao lado de Dario Benedetto e a possibilidade de alternar entre o 4‑3‑3 e o 4‑2‑3‑1, permitindo a Génésio maior flexibilidade nas transições ofensivas. Perder o atacante significaria reduzir a produção de finalizações e comprometer a capacidade de romper defesas compactas, sobretudo contra adversários como o Paris FC, que já demonstrou solidez defensiva. Manter Paixão também garante continuidade nas jogadas ensaiadas e protege o investimento de 35 milhões de euros de se depreciar rapidamente.
Financeiramente, a recusa reforça a política de contenção de gastos de Marseille, que pretende equilibrar contas antes do encerramento do exercício. Para o Sunderland, a perda do negócio pode dificultar a montagem de um elenco competitivo para a próxima temporada, já que a oferta de 40 milhões representaria um dos maiores investimentos da história do clube. O mercado de transferências ainda está aquecido, mas a proximidade do prazo reduz a margem de negociação, deixando o atacante no centro de novas especulações, possivelmente de clubes da Premier League ou da Arábia Saudita.
Marseille volta a campo neste domingo contra o Paris FC, na terceira rodada da Ligue 1, às 15h45 (horário de Brasília) no Stade Vélodrome. O duelo será a primeira oportunidade de observar como Bruno Génésio integrará Paixão ao plano de jogo após a controvérsia, especialmente nas jogadas de bola parada e nas transições rápidas. Uma atuação decisiva poderá consolidar a decisão da diretoria e definir o rumo da campanha europeia do clube.
Fonte: ge.globo
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