Palmeiras intensifica alerta pós‑Copa e enfrenta desgaste de convocados
Clube monitora dez atletas em seleções enquanto busca manter ritmo antes do duelo contra o Bahia.

Palmeiras entra na reta final do Campeonato Brasileiro com dez atletas afastados por convocações à Copa do Mundo 2026, e o clube acendeu o alerta para o desgaste físico que pode comprometer a sequência de jogos. O clube enfrentou o Grêmio em Porto Alegre e saiu com um empate sem gols, já sentindo a ausência de peças-chave. Agora, a diretoria e a comissão técnica têm a missão de preservar a competitividade antes do confronto contra o Bahia, marcado para 8 de outubro.
A seleção de jogadores palmeirenses foi a mais numerosa entre os clubes brasileiros: oito atletas foram chamados para as equipes principais de suas nações – Gustavo Gómez (Paraguai), Mauricio (Paraguai), Ramón Sosa (Paraguai), Emiliano Martínez (Uruguai), Luis Piquerez (Uruguai), Flaco López (Argentina), Giay (Argentina) e Jhon Arias (Colômbia) – além de três jovens – Heittor, Erick Belé e Kauan Lima – que defendem a Seleção Brasileira sub‑20. Essa massa de convocados deixa o elenco do Palmeiras vulnerável exatamente quando a disputa por posições na tabela se intensifica.
Em entrevista ao fim da partida contra o Grêmio, o auxiliar técnico João Martins revelou que um levantamento interno apontou correlação entre a participação na Copa e problemas físicos ao retorno ao clube. “Fizemos uma avaliação no pós‑Copa e os jogadores que tiveram problemas foram jogadores que estiveram na Copa, e não os que ficaram”, afirmou, citando especificamente Gómez, Piquerez, Arias, Ramón Sosa e Mauricio como exemplos de atletas que apresentaram dificuldades. O diagnóstico serve de base para o planejamento de carga de trabalho nas próximas semanas.
Com a ausência confirmada de Gómez, Mauricio, Sosa, Martínez, Piquerez, López, Giay e Arias entre o fim de setembro e o início de outubro, a comissão técnica focará na recuperação física e mental dos atletas que permanecem no CT. O clube também pretende acelerar o retorno do atacante Paulinho, que está fora desde o fim de julho, e monitorar o caso de Jefté, que só deve reassumir a equipe no início da próxima temporada. Essa janela de paralisação é vista como oportunidade para ajustar a parte tática e evitar sobrecarga nos titulares que voltarão dos compromissos internacionais.
Do ponto de vista tático, a perda dos três zagueiros – Gómez, Sosa e Mauricio – e dos laterais Piquerez e López compromete a solidez defensiva que o Palmeiras vinha construindo sob Abel Ferreira. O técnico pode recorrer a jogadores como Luan e Gustavo Gómez (se retornar antes da lesão) ou a opções mais jovens do elenco, alterando o esquema de três para quatro na defesa. Além disso, a ausência de Martínez e Giay reduz a criatividade nas pontas, exigindo que o meio‑campo assuma maior responsabilidade na construção de jogadas.
O impacto vai além do campo: um desempenho abaixo do esperado pode colocar o Palmeiras fora das vagas de Libertadores, comprometendo receitas de transmissão e patrocínios. A diretoria tem consciência de que a fadiga acumulada pode gerar lesões de longo prazo, o que aumentaria custos médicos e forçaria contratações emergenciais no mercado de transferências. Manter a competitividade nesta fase é crucial para preservar o valor de mercado dos atletas e garantir a estabilidade financeira do clube.
Na 29ª rodada, Palmeiras recebe o Bahia às 21h30 (de Brasília) no Nubank Parque, um confronto que servirá de termômetro para a eficácia do plano de recuperação. Observadores deverão analisar a formação adotada, a presença de jogadores em fase de retorno e a capacidade de manter a posse de bola sem os principais convocados. Um resultado positivo pode restaurar a confiança da equipe e abrir caminho para a briga por posições de classificação à Libertadores.
Fonte: Gazeta Esportiva
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