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Patrocínios individuais redefinem o mercado: de Beckham à On

Contratos de bilhões de dólares com Nike, Adidas e Puma ganham novos contornos com a entrada de Kylian Mbappé na suíça On.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Patrocínios individuais redefinem o mercado: de Beckham à On

Kylian Mbappé encerrou sua relação de quase duas décadas com a Nike para liderar a entrada da marca suíça On no futebol, um movimento que pode inaugurar um novo modelo de patrocínio individual e reconfigurar a disputa entre gigantes como Nike, Adidas e Puma.

A história recente dos acordos mais valiosos começou em 2003, quando David Beckham teria assinado um contrato vitalício com a Adidas avaliado em US$ 160,8 milhões, embora a empresa nunca tenha confirmado oficialmente o valor. Em 2016, Cristiano Ronaldo firmou um vínculo vitalício com a Nike cuja projeção chegou a US$ 1 bilhão, enquanto Lionel Messi estendeu seu contrato vitalício com a Adidas em 2017, com estimativas de remuneração anual acima de US$ 12 milhões.

Neymar, ao trocar a Nike pela Puma em setembro de 2020, recebeu cerca de US$ 30,8 milhões por temporada, consolidando-se como um dos maiores salários anuais da história. Em 2023, Erling Haaland retornou à Nike com um acordo de longo prazo estimado entre US$ 20 e 24 milhões por temporada, o que pode totalizar até US$ 240 milhões ao longo de dez anos. Todas essas cifras são baseadas em estimativas da imprensa, já que contratos raramente são divulgados integralmente, envolvendo pagamentos iniciais, royalties, bônus e participações societárias.

A entrada de Mbappé na On representa mais que uma simples troca de fornecedor: a marca suíça busca posicionar-se como parceiro estratégico, possivelmente oferecendo participação acionária ou modelos de remuneração híbrida que fogem do padrão de pagamento fixo. Essa estratégia pode pressionar Nike, Adidas e Puma a revisarem suas estruturas de contrato, buscando maior flexibilidade e retorno sobre investimento em um mercado onde a imagem do atleta vale tanto quanto o produto.

Para os clubes, acordos de patrocínio individual de alto valor aumentam a atratividade de jogadores e podem influenciar decisões de renovação ou transferência, já que a receita extra pode ser repassada em forma de bônus ou cláusulas de desempenho. Para os atletas, a diversificação de parceiros – como a associação de Mbappé à On – abre portas para negociações que vão além de chuteiras, incluindo linhas de vestuário, tecnologia de performance e até participação nos lucros da marca.

Mbappé deve estrear com a On nas próximas partidas do Paris Saint-Germain, enquanto contratos de outros astros, como Messi e Haaland, chegam ao fim de seus ciclos e deverão ser renegociados em 2025. O mercado observará se a On conseguirá transformar sua entrada em um modelo replicável ou se permanecerá um caso isolado de branding de elite.

Fonte: Trivela

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