Remo entra em campo contra Bahia com três ausências críticas
Suspensões e lesão tiram Marcelinho, Edson Fernando e Mayk, obrigando o técnico Léo Condé a remodelar a estratégia.

Na segunda‑feira, 14 de setembro de 2026, o Remo visita o Bahia às 20h na Arena Fonte Nova pela 27ª rodada do Brasileirão, mas entra em campo sem três peças fundamentais: o lateral‑direito Marcelino, o volante Edson Fernando e o lateral‑esquerdo Mayk. A ausência simultânea de jogadores que participaram de quase todas as partidas da campanha eleva o risco de derrota e pode comprometer a luta do Leão para escapar da zona de rebaixamento. O técnico Léo Condé terá de redesenhar a formação em menos de 48 horas.
O Remo chegou à 27ª rodada com 29 reforços contratados ao longo do ano, um volume que ainda não se traduziu em regularidade de resultados. A equipe ocupa a zona de descenso, alternando entre vitórias pontuais e derrotas que a mantêm fora da zona de segurança. A partida contra o Bahia, atual candidato a vaga em torneios continentais, representa uma oportunidade de pontuar e mudar a dinâmica da tabela, mas a falta de titulares pode transformar o confronto em um teste de profundidade do elenco.
Marcelino, suspenso após acumular cartões amarelos, sai do grupo com 22 partidas disputadas nesta edição da Série A, marcando dois gols e distribuindo duas assistências. Seu papel como “válvula de escape” do Remo nas últimas rodadas foi decisivo, sobretudo pelos cruzamentos precisos que alimentaram o ataque. Sem ele, a equipe perde a principal fonte de bolas centrais na área, obrigando o técnico a buscar alternativas menos testadas.
Edson Fernando, volante que também recebeu o terceiro cartão amarelo, está fora por suspensão, deixando um vazio no meio‑campo defensivo. Sua capacidade de romper linhas adversárias e proteger a defesa tem sido crucial para equilibrar o time. Paralelamente, Mayk, lateral‑esquerdo titular, está afastado por lesão, o que reduz ainda mais as opções de Léo Condé nas laterais, forçando a promoção de reservas que ainda não provaram consistência em jogos de alta pressão.
Do ponto de vista tático, a perda de Marcelino compromete a amplitude ofensiva do Remo, que precisará recorrer a passes curtos e jogadas individuais para criar oportunidades. A ausência de Edson Fernando exige que o restante do meio‑campo assuma maior responsabilidade na marcação, o que pode expor a defesa a contra‑ataques do Bahia, conhecido por sua transição rápida. Já a falta de Mayk reduz a proteção ao flanco esquerdo, tornando o lado vulnerável a investidas de jogadores como Gilberto, que tem sido destaque no Tricolor.
Financeiramente, o clube já investiu pesado em reforços e ainda não viu retorno em termos de classificação; cada ponto perdido aumenta a pressão sobre a diretoria para evitar a queda, que traria perda de receitas de TV e patrocínios. Para a torcida, a notícia das ausências gerou inquietação nas redes sociais, com críticas ao elenco de profundidade e ao calendário de cartões. O Bahia, por sua vez, chega com o elenco completo e pode explorar a fragilidade do Remo para ampliar sua vantagem na parte alta da tabela.
O próximo desafio do Remo será contra o Fortaleza, em casa, no próximo fim de semana, onde ainda terá a chance de recuperar pontos essenciais. Enquanto isso, Léo Condé deve definir a formação que melhor aproveite os recursos limitados, possivelmente apostando em jogadores jovens que ainda não estrearam. O desenrolar da partida contra o Bahia será um termômetro para avaliar se o Remo consegue superar a crise de ausências e manter viva a esperança de permanecer na Série A.
Fonte: ge.globo
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