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SAF da Portuguesa promete virar o jogo e provar força em 2027

A diretoria aposta em ajustes de método enquanto mantém a estrutura após o fiasco na Série D.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
SAF da Portuguesa promete virar o jogo e provar força em 2027

A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da Portuguesa anunciou que, apesar do fracasso na última Série D, não haverá alterações na estrutura organizacional, mas sim correções imediatas no método de trabalho, numa tentativa de reverter a situação antes de 2027. O comunicado, divulgado há 25 minutos, levanta o questionamento sobre a capacidade da diretoria de transformar a crise em oportunidade real para o clube.

A Lusa encerrou a temporada precoce dentro de campo, já rebaixada para a Série D, enquanto o Itabaiana ocupa a penúltima colocação da Terceirona, que tem apenas duas vagas de descenso. Historicamente, a Portuguesa tem enfrentado problemas financeiros graves, culminando em recuperação judicial e no projeto de revitalização do estádio Canindé, que ainda está em fase de definição. Esses fatores criam um pano de fundo de instabilidade que pressiona a SAF a buscar resultados rápidos.

Nos últimos dias, a diretoria divulgou decisões operacionais: o artilheiro da temporada, Matheus Cadorini, admitiu erro ao receber o terceiro cartão vermelho no mata‑mata contra o Uberlândia, fato que selou a eliminação da equipe. Paralelamente, o atacante Jonas Toró foi emprestado ao Botafogo‑PB por um contrato que se estende até o fim da Série C, enquanto Matheus Cecchini e o goleiro João Paulo tiveram seus vínculos rescindidos antecipadamente. Essas movimentações, anunciadas há 1 a 3 semanas, revelam um esforço de enxugar o elenco sem mudar a hierarquia administrativa.

A ausência de mudanças estruturais pode limitar a capacidade de atrair investimentos e melhorar a gestão de recursos, sobretudo com a recuperação judicial ainda pendente. Por outro lado, a revisão de processos internos – treinamento, análise de desempenho e integração de jovens – pode gerar ganhos táticos imediatos, permitindo ao técnico otimizar o aproveitamento de 73% que, apesar de alto, não bastou para manter seu cargo após a eliminação na Série D. A continuidade do método de trabalho será testada nos próximos confrontos da competição.

O horizonte de 2027 surge como marco para a SAF: a conclusão do novo Canindé pode ampliar a receita de bilheteria e patrocínios, enquanto a estabilidade jurídica deve facilitar a negociação de novos patrocinadores. Se a diretoria conseguir alinhar a reforma do estádio com um plano de desenvolvimento de base sólido, a Portuguesa tem condições de subir à Série C já na próxima temporada e consolidar a volta à Série B até 2027. Contudo, tudo depende da execução disciplinada das correções apontadas.

O próximo desafio da Lusa será o duelo contra o São Caetano na sexta‑feira, partida que servirá como termômetro para a eficácia das mudanças de método. Torcedores e analistas deverão observar a postura tática, a disciplina em campo e a resposta do elenco às ausências de Toró e Cecchini. Caso a equipe demonstre evolução, a SAF terá argumentos para avançar no projeto do Canindé; caso contrário, a pressão por uma reestruturação profunda pode se intensificar antes do fim da temporada.

Fonte: ge.globo

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