Santos empata com Mirassol e revela vulnerabilidades ofensivas
Neymar liderou a criação, mas a falta de produção de Gabigol e Rony custou a vitória na Vila Belmiro.

Santos deixou a Vila Belmiro com o placar de 1 a 1 contra o Mirassol na 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, ponto que pode comprometer a luta pela vaga na Libertadores se a equipe não melhorar a conversão de chances. O empate reflete a incapacidade de transformar volume ofensivo em gols decisivos, um problema que se tornou recorrente nas últimas partidas. A partida destacou a atuação de Neymar como articulador, mas também expôs a fragilidade de Gabigol e Rony na finalização.
O Peixe entra no confronto na 7ª posição, a três pontos do G‑6, após duas derrotas consecutivas que ameaçaram sua trajetória no torneio. O Mirassol, por sua vez, luta para se manter fora da zona de descenso, o que torna o ponto conquistado ainda mais valioso para o clube paulista. O duelo, portanto, tinha implicações diretas na tabela, sobretudo para um Santos que ainda busca estabilidade para avançar na classificação.
No primeiro tempo, Santos impôs volume e criou diversas oportunidades, com Neymar recuando para buscar a bola e distribuir passes precisos. O camisa 10 liberou Gustavo Henrique para finalizar, mas foi o passe para Julián Barreal que resultou no gol de empate, uma finalização de canhota no ângulo que selou a reação santista. Enquanto isso, o Mirassol teve poucas investidas ao ataque, limitando a pressão defensiva do Santos.
A segunda etapa expôs a falta de produção dos principais centroavantes. Gabigol saiu da área em busca de espaço, mas não conseguiu criar chances claras e acabou substituído por Caballero nos minutos finais, demonstrando insatisfação ao deixar o campo. Rony também apresentou um desempenho apagado, sem ameaçar a meta adversária. João Schmidt, que ajudou a controlar o meio‑campo, recebeu o terceiro cartão amarelo e ficará de fora do próximo clássico contra o Corinthians.
Defensivamente, Gabriel Brazão praticamente não foi exigido, já que o Mirassol chegou a pouca área e marcou apenas em uma finalização de fora da área de Eduardo. Willian Arão e Luan Peres ofereceram segurança ao controlar os atacantes rivais, permitindo que o Santos avançasse com mais liberdade. O lateral Escobar, porém, errou um passe que originou o gol adversário e teve dificuldades para contribuir ofensivamente, sendo substituído por Davizinho nos minutos finais.
Taticamente, a partida evidencia a necessidade de Neymar assumir um papel mais recuado, funcionando como ponto de ligação entre o meio‑campo e o ataque. A presença de Barreal como opção de pontuação ganha destaque, mas a equipe ainda depende de Gabigol e Rony para converter o volume criado. A falta de eficiência pode se tornar um gargalo contra adversários mais equilibrados, como o Corinthians, que exigirá maior disciplina defensiva e maior aproveitamento nas bolas paradas.
O próximo desafio do Santos será o clássico contra o Corinthians, marcado para a próxima rodada. Sem João Schmidt, o técnico pode optar por reforçar o meio‑campo com Gabriel Bontempo, que já mostrou boa circulação após entrar no intervalo. Os torcedores deverão observar se Neymar continuará a conduzir as jogadas e se Barreal manterá a regularidade de gols, enquanto a pressão sobre Gabigol e Rony aumentará para evitar novos empates.
Fonte: Gazeta Esportiva
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