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São Paulo entra na reta final para fugir do Z‑4

Com 14 rodadas restantes, Dorival Júnior tem mais jogos no Morumbi, mas encara clássicos e rivais diretos na luta contra o rebaixamento.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
São Paulo entra na reta final para fugir do Z‑4

O São Paulo ocupa a 13ª posição com 27 pontos, a apenas três pontos do Z‑4, e não celebra vitória no Brasileirão desde abril. Com 14 rodadas ainda a disputar, a margem de erro diminui a cada partida, sobretudo após a derrota por 1 a 0 para a Chapecoense que manteve o clube na zona de risco. A urgência de pontuar se traduz em pressão sobre Dorival Júnior, que tem sido alvo de críticas desde a sequência de dez jogos sem vitória.

A campanha até a 24ª rodada mostrou um desempenho irregular: o Tricolor somou 27 pontos em 24 jogos, enquanto o primeiro da tabela, Palmeiras, já acumula 51. O Mirassol, líder da zona de descenso, tem 24 pontos, o que demonstra a estreita diferença entre a zona de fuga e o fundo da tabela. O Morumbi, porém, surge como trunfo: o clube terá oito partidas em casa nos últimos 14 confrontos, um fator que historicamente favorece equipes em situação de crise.

O calendário revela a complexidade do caminho: no sábado, 29 de agosto, o São Paulo recebe o Red Bull Bragantino (sétimo, 35 pontos). Em seguida, enfrenta Atlético‑MG em casa (5 de setembro, nono, 33 pontos) e, no dia 13, tem de viajar para São Paulo, onde o Palmeiras, primeiro colocado com 51 pontos, o espera. O próximo clássico será contra o Internacional em 20 de setembro (16º, 25 pontos), seguido de um duelo fora contra o Cruzeiro em 7 de outubro (quinto, 39 pontos).

Além dos confrontos diretos com equipes que também lutam contra o rebaixamento – Chapecoense, Internacional, Vasco e Mirassol – o Tricolor encara três clássicos que carregam peso psicológico: Palmeiras, Corinthians (jogo marcado para 4 de novembro na Vila Belmiro) e o duelo histórico contra o próprio rival da capital. Cada clássico tem o potencial de gerar três pontos críticos ou, em caso de derrota, ampliar a lacuna para os concorrentes diretos na tabela.

Do ponto de vista tático, Dorival Júnior precisa equilibrar a necessidade de atacar com a vulnerabilidade defensiva que tem custado gols nos últimos jogos. A ausência de Calleri, que iniciou tratamento no tornozelo, reduz as opções ofensivas, enquanto a reunião entre a torcida organizada, jogadores e Rafinha no CT pode ser um estímulo moral essencial. A equipe tem alternado entre o 4‑2‑3‑1 e o 3‑5‑2, buscando maior controle no meio‑campo contra adversários de alta qualidade como Palmeiras e Atlético‑MG.

Financeiramente, permanecer fora da zona de descenso é crucial para garantir receitas de TV, patrocínios e evitar cláusulas contratuais que podem ser acionadas em caso de rebaixamento. O clube ainda não cogita a substituição de Dorival Júnior, o que indica confiança da diretoria na capacidade de reverter a situação, mas o prazo está se esgotando. Cada ponto conquistado nos próximos jogos pode ser decisivo para a estabilidade orçamentária e para a manutenção da base de fãs nas arquibancadas do Morumbi.

O próximo teste contra o Bragantino será decisivo: uma vitória abriria três pontos de margem e aliviaria a pressão sobre o técnico; um empate manteria a situação delicada, enquanto uma derrota mergulharia o Tricolor novamente na zona de risco. Nos próximos quinze dias, a combinação de jogos em casa, clássicos e confrontos diretos definirá se o São Paulo conseguirá se afastar do Z‑4 ou se verá envolvido em uma luta ainda mais acirrada nas últimas rodadas.

Fonte: ge.globo

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