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São Paulo aposta em mudança ofensiva para virar Boca Juniors

Dorival Júnior ajusta o ataque na esperança de superar o 1 a 0 da Bombonera e avançar sem pênaltis.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
São Paulo aposta em mudança ofensiva para virar Boca Juniors

São Paulo entrou em campo nesta terça-feira no Morumbi com a missão de reverter o 1 a 0 sofrido na Bombonera e avançar às semifinais da Sul‑Americana sem depender de pênaltis. Dorival Júnior anunciou, já no treino da manhã, uma mudança ofensiva que coloca o atacante Luciano no ataque, sinalizando a urgência de marcar ao menos dois gols. O duelo, marcado para 21h30, tem preço alto: a diferença mínima de dois gols evita a disputa de desempate que poderia colocar o Tricolor em risco.

A partida representa a segunda etapa das quartas‑de‑final da Sul‑Americana, competição que reúne 32 clubes sul‑americanos em formato mata‑mata. No primeiro jogo, o Boca Juniors venceu por 1 a 0 com gol de Merentiel, deixando o São Paulo numa situação delicada, pois um placar de 1 a 0 no retorno levaria a disputa de pênaltis. O vencedor da partida de terça‑feira ainda aguarda o confronto entre Vasco e Santa Fe para saber quem será o adversário nas semifinais, acrescentando mais incerteza ao calendário do clube.

O treinamento da manhã no CT Barra Funda foi focado em ajustes táticos e bolas paradas, com a equipe realizando exercícios físicos internos antes de trabalhar no gramado. Dorival escalou a seguinte formação: Rafael; Domingos Duarte, Arboleda e Sabino; Lucas Ramon, Danielzinho, Marcos Antônio e Iago; Artur, Luciano (substituindo André Silva) e Gustavo Santana. O atacante Calleri está suspenso após receber o terceiro cartão amarelo na partida de ida, o que abriu espaço para Gustavo Santana entrar como opção de ataque.

A inclusão de Luciano, que chegou a recuperar de um edema na coxa esquerda, traz mais mobilidade e presença física ao centroavante, características essenciais para romper a defesa compacta do Boca. Sem Calleri, Dorival pode adotar um 4‑2‑3‑1 mais agressivo, usando Artur como segunda referência e explorando a velocidade de Iago nas pontas. Contudo, a necessidade de buscar dois gols aumenta o risco de deixar espaços na saída de bola, exigindo disciplina defensiva de Domingos Duarte e Arboleda.

Avançar à semifinal tem implicações financeiras e de imagem para o São Paulo, que poderia somar cerca de R$ 12 milhões em premiações e atrair patrocínios adicionais ao garantir presença em duas fases da competição. A derrota, por outro lado, poderia minar a confiança da torcida e colocar Dorival sob pressão, especialmente após críticas recentes ao seu planejamento tático. O clube ainda demonstra foco na sustentabilidade, como evidencia a transferência do lateral da base Geovanne Cuiabano ao Palmeiras, com opção de compra de 30% por R$ 4 milhões.

A torcida tricolor, conhecida por seu apoio vibrante, espera um futebol ofensivo que justifique a mudança no ataque, especialmente depois de um primeiro tempo defensivo contra o Boca. O ambiente no Morumbi deve ser eletrizante, com cerca de 45 mil torcedores nas arquibancadas, pressionando o técnico a buscar o gol logo nos primeiros minutos. A ansiedade aumenta ao considerar que um único gol de diferença levará a partida para a série de pênaltis, algo que o clube prefere evitar.

Com o apito inicial às 21h30, os olhos estarão voltados para a estreia de Luciano, a performance de Gustavo Santana e a eficácia das bolas paradas treinadas na manhã. O São Paulo precisa abrir o placar cedo e manter a pressão, enquanto controla os contra‑ataques do Boca. Caso vença por dois ou mais gols, o Tricolor seguirá para enfrentar o vencedor entre Vasco e Santa Fe nas semifinais da Sul‑Americana.

Fonte: ge.globo

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