São Paulo perde lateral Aurélio Buta para cirurgia e sente falta defensiva
Lateral‑direito de 29 anos será avaliado por dois meses fora, enquanto clube encara sequência decisiva no Brasileirão.

Aurélio Buta será submetido a cirurgia no menisco do joelho direito nesta quarta‑feira, 22 de setembro de 2026, e deve ficar afastado por aproximadamente dois meses, deixando o São Paulo sem seu lateral‑direito titular em um momento crítico da temporada. A decisão, anunciada em nota oficial do clube, elimina a última esperança de contar com o português nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro. O procedimento chega quando o Tricolor busca consolidar uma posição entre os primeiros colocados.
Contratado em julho, Buta tem apenas três partidas somadas a 170 minutos de jogo, tempo insuficiente para firmar sua presença, mas suficiente para revelar desconfortos que culminaram na lesão. O lateral‑direito de 29 anos tem contrato válido até meados de 2027, o que garante ao clube a possibilidade de mantê‑lo no plantel, embora a ausência prolongada possa comprometer sua valorização de mercado. O São Paulo, atualmente na zona de classificação para a Libertadores, tem lutado para manter a solidez defensiva, sobretudo após a sequência de derrotas que o deixou fora do G‑4.
Inicialmente, o departamento médico optou por tratamento conservador, com fisioterapia e fortalecimento, mas a progressão dos sintomas impediu a plena recuperação. Durante a pausa da Data FIFA, a comissão técnica reavaliou o quadro e concluiu que a cirurgia seria a intervenção mais segura e rápida para garantir o retorno pleno do atleta. O procedimento, de caráter ortopédico, visa reparar o menisco lesionado e evitar complicações crônicas que poderiam reduzir ainda mais a disponibilidade de Buta ao longo da temporada.
A má notícia não se limita a Buta. Na mesma comunicação, o clube confirmou que Domingos Duarte sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito e também passará por cirurgia, o que elimina dois pilares da defesa tricolor simultaneamente. Duarte, zagueiro experiente, está fora por pelo menos seis a oito meses, ampliando o abismo defensivo e forçando o técnico a buscar alternativas emergenciais. A coincidência das duas lesões ocorre justamente na janela de preparação para o retorno ao Brasileirão, intensificando a pressão sobre o elenco.
Taticamente, a ausência de Buta e Duarte pode obrigar o São Paulo a adotar um esquema com três zagueiros, colocando Rodrigo Caio e Arboleda como pilares centrais e escalando um lateral esquerdo mais ofensivo para cobrir o flanco direito. Alternativas como a promoção de atletas da base, como o jovem lateral‑direito Rafael, ou a contratação emergencial de reforço no mercado interno, são opções que o clube avaliará nas próximas semanas. O impacto imediato será sentido no confronto contra o Santos, marcado para 2 de outubro, onde a equipe já enfrenta dificuldades na transição defensiva e na cobertura dos laterais.
Do ponto de vista financeiro, manter Buta até 2027 representa um investimento que pode ser comprometido se a lesão se tornar crônica. A cirurgia e a reabilitação demandam recursos médicos e fisioterápicos, além de possíveis cláusulas de pagamento vinculadas a aparições em campo. Por outro lado, a ausência prolongada pode reduzir o valor de revenda do jogador, pressionando a diretoria a repensar estratégias de renovação ou venda antes do término do contrato.
Com a previsão de retorno em torno de dezembro, Buta deverá estar disponível para os últimos confrontos da fase de classificação, quando a disputa por uma vaga na Libertadores se intensifica. Enquanto isso, o técnico deve observar a evolução dos demais laterais e ajustar a estratégia defensiva conforme a disponibilidade de jogadores. O próximo passo do São Paulo será monitorar a recuperação dos dois atletas, planejar o reforço do elenco e garantir que a falta de laterais não comprometa a campanha no Brasileirão.
Fonte: ge.globo
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