STJD agenda julgamento de Kaio Jorge antes da volta da Copa do Brasil
Atacante do Cruzeiro pode perder até seis jogos por agressão a Ruan Tressoldi, enquanto clubes enfrentam denúncias por atraso e uso de sinalizadores.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) marcou para a manhã de 31 de agosto de 2026, às 10h, o julgamento de Kaio Jorge, acusado de agressão contra Ruan Tressoldi, com possibilidade de suspensão de até seis jogos, exatamente um dia antes da partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Atlético-MG.
O clássico de terça‑feira, válido pela mesma fase, terminou em empate, mantendo a série equilibrada e ampliando a tensão entre as duas torcidas. O Cruzeiro, que busca avançar após um primeiro duelo sem vantagem, encara a ausência potencial de um dos seus principais atacantes, enquanto o Atlético-MG tenta preservar a vantagem conquistada no primeiro tempo.
A falta ocorreu nos minutos finais da primeira etapa, quando Kaio Jorge avançou de forma brusca sobre Ruan Tressoldi, que, apesar de permanecer em campo, foi substituído aos 18 minutos por orientação do médico do Galo, Rodrigo Lasmar. O árbitro registrou a falta, mas não aplicou cartão. Exames posteriores descartaram lesões graves, mas a gravidade do gesto motivou a denúncia da Procuradoria do STJD, que enquadrou a conduta no artigo 254, §1º, inciso II, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, relativo a “ação fora da disputa da bola”.
Além da agressão, ambos os clubes foram denunciados por atraso na entrada em campo (artigo 206 do CBJD) e pelo uso de sinalizadores nas torcidas (artigo 213). O procurador pediu ainda a perda do mando de campo ao Cruzeiro, argumentando que a presença de artefatos pirotécnicos representa risco “notório e potencialmente letal” para torcedores.
Do ponto de vista tático, a suspensão de Kaio Jorge comprometeria a mobilidade ofensiva do Cruzeiro, que depende do atacante para abrir espaços e pressionar a defesa do Galo. O técnico cruzeirense terá de buscar alternativas, possivelmente recorrendo a jogadores menos experientes ou a mudanças de esquema, enquanto o Atlético-MG pode explorar a vulnerabilidade defensiva ao manter a pressão sobre um ataque desfalcado.
Financeiramente, uma penalidade de seis partidas pode reduzir a arrecadação do Cruzeiro em jogos de liga e competições continentais, além de impactar contratos de patrocínio que valorizam a presença de jogadores titulares. A perda de mando de campo, se confirmada, acarretaria ainda menos receita de bilheteria e aumentaria a pressão sobre a diretoria para melhorar a segurança no Mineirão.
Com o julgamento marcado para a véspera do duelo decisivo, a atenção se volta para a estratégia de ambas as equipes: o Cruzeiro precisará ajustar seu ataque e garantir a tranquilidade dos torcedores, enquanto o Atlético-MG buscará manter a vantagem conquistada no primeiro jogo. O desfecho do STJD será decisivo para definir não só a escalação, mas também o clima de rivalidade que antecede o clássico.
Fonte: ge.globo
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