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Vasco confronta árbitro e cria tumulto após expulsão de Barros

Diretores Admar Lopes e Felipe levaram a reclamação ao gramado durante o intervalo da Copa do Brasil.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Vasco confronta árbitro e cria tumulto após expulsão de Barros

Durante o intervalo da partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil entre Vasco e Vitória, os diretores Admar Lopes e Felipe subiram ao gramado para cobrar do árbitro Matheus Delgado Candançan a expulsão do volante Barros, provocando tumulto e intervenção policial. A ação ocorreu logo após o primeiro tempo, quando o jogador vascaíno recebeu cartão vermelho por mão na bola. O incidente ganhou destaque imediato porque colocou em xeque a condução da partida e a disciplina institucional do clube.

O confronto aconteceu em 26 de agosto de 2026, em São Januário, com o Vasco buscando avançar à primeira semifinal da Copa do Brasil em mais de três décadas. Na temporada, o clube está na 6ª posição no Campeonato Brasileiro, com 31 pontos, e vê na competição um caminho alternativo para garantir vaga internacional. O duelo contra o Vitória, vencedor da Série B, era visto como um teste de resistência para a equipe que ainda não chegou à final da competição desde 1998.

O lance que originou a expulsão ocorreu aos 14 minutos, quando Barros, pressionado por Renato Kayzer, tentou impedir o ataque com a mão e, após revisão de VAR, recebeu o vermelho aos 17 minutos. A arbitragem considerou a mão deliberada, apesar de o árbitro de vídeo apontar que a bola havia tocado primeiro no braço de Kayzer. Enquanto a equipe vascaína protestava, Admar Lopes e o diretor técnico Felipe avançaram até o centro de arbitragem, sendo contidos por policiais da escolta da CBF, ao lado de Bruno Lazaroni e do preparador físico Daniel Félix.

Taticamente, a saída de Barros obrigou o Vasco a reorganizar o meio‑campo, passando a jogar com um homem a menos e exigindo maior esforço dos laterais para cobrir o espaço deixado. O desequilíbrio defensivo abriu margem para o Vitória pressionar, enquanto a equipe de São Januário precisou adaptar o esquema para preservar a posse e evitar contra‑ataques. A situação também gerou um clima de tensão que pode ter influenciado a concentração dos jogadores nas decisões finais da partida.

Do ponto de vista institucional, a invasão do campo por dirigentes pode acarretar multas e suspensão de funcionários, conforme o regulamento da CBF que veda contato físico com árbitros. Além disso, a postura agressiva pode prejudicar as negociações de patrocínios e a imagem do clube perante a torcida, que já demonstra inquietação com a gestão atual. O caso ainda será analisado pelo Conselho de Arbitragem, que poderá impor sanções que impactem a escalação para o segundo jogo.

Com a partida ainda em andamento na hora da reportagem, o Vasco tem a missão de segurar o resultado com 10 jogadores e buscar o empate no segundo tempo. Para o duelo de volta, marcado para 2 de setembro em Salvador, o clube já sinaliza a intenção de recorrer da expulsão de Barros e de solicitar revisão da decisão do VAR. Os torcedores deverão observar como a comissão técnica ajusta a formação e se a diretoria enfrenta eventuais penalidades disciplinares.

Fonte: ge.globo

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