Vlahovic revela verdade sobre saída melancólica da Juventus
O atacante sérvio conta que nunca houve negociação concreta e que lesões e clima de torcedores selaram a partida.

Dusan Vlahovic assinou com o Besiktas após a Juventus deixar seu contrato expirar, e revelou ao portal Mozzart Sport que nunca houve uma negociação concreta sobre renovação, contrariando a versão de que o sérvio teria recusado propostas. O centroavante afirmou que apenas “indicações” de conversa surgiram, sem nenhum documento ou proposta formal. Essa revelação muda a percepção sobre a ruptura entre jogador e clube, que se arrasta desde a última temporada.
Vlahovic vestiu a camisa alvinegra por quatro temporadas e meia, período marcado pela crise financeira da Juventus, a exclusão de competições europeias e um jejum de seis anos sem título da Serie A. O clube, ainda sob a presidência de Andrea Agnelli, lutava para equilibrar as contas, o que limitou a margem de manobra nas negociações salariais. Quando seu contrato chegou ao fim em junho de 2024, a situação institucional já era delicada, criando um ambiente desfavorável para acordos de longo prazo.
Na entrevista, Vlahovic contou que, na reta final do vínculo, ouviu apenas frases genéricas como “devíamos conversar sobre o seu contrato” ou “talvez você deva renovar”. Ele destacou ainda o amistoso da pré-temporada contra a equipe sub‑23 da Juventus, onde foi vaiado apesar de marcar o gol da vitória por 2 a 0. O episódio, segundo o atacante, “não é nada agradável” e deteriorou ainda mais a relação com a torcida, que já o criticava durante a partida.
A lesão muscular sofrida contra o Cagliari no final de novembro de 2025 foi, segundo Vlahovic, o ponto de ruptura. O jogador ficou fora de ação exatamente quando Luciano Spalletti, então técnico, o havia escolhido como titular, interrompendo um momento de bom desempenho. Ao retornar, Vlahovic encontrou o banco de reservas, atribuindo a decisão ao fato de estar no último ano de contrato e à chegada de dois novos atacantes.
O impasse salarial também pesou: o Gazzetta Dello Sport apurou que a Juventus e o pai de Vlahovic, Milos, cogitaram reduzir o salário do atleta, mas não chegaram a acordo sobre comissões e bônus de assinatura. Vlahovic negou ter imposto “várias condições”, afirmando que as exigências divulgadas eram falsas. O desentendimento sobre esses termos financeiros acabou por selar a saída, pois nenhuma proposta satisfatória foi apresentada antes do término do contrato.
O afastamento de Vlahovic tem repercussões múltiplas. Para a Juventus, a perda de um atacante que marcou 58 gols em 138 jogos representa um vazio ofensivo que o clube ainda precisa preencher, enquanto a torcida permanece ressentida por sentir que o jogador foi tratado como “inimigo”. No mercado, a transferência gratuita para o Besiktas pode valorizar o sérvio, que agora tem a chance de reconstruir sua carreira em um ambiente menos pressionado, mas ainda carrega o peso da frustração deixada em Turim.
Na próxima temporada, Vlahovic estreia pelo Besiktas na Super Lig turca, onde será observado seu ritmo pós‑lesão e sua adaptação ao estilo de jogo mais físico. Enquanto isso, a Juventus já iniciou a busca por um substituto, com rumores apontando para contratações no mercado de inverno. O que ficará de olho é se a relação com a torcida será reparada e se o clube conseguirá transformar a crise institucional em um projeto de reconstrução sustentável.
Fonte: Trivela
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