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Wesley lamenta lesão na Copa e mira 2030

O lateral‑direito de 22 anos fala sobre a frustração de ficar de fora da Copa e sobre os planos para retomar a seleção.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Wesley lamenta lesão na Copa e mira 2030

Wesley, lateral‑direito de 22 anos, foi retirado da lista da Seleção brasileira sete dias antes da estreia na Copa do Mundo após sentir um problema na coxa aos 17 minutos do amistoso contra o Egito. O jovem, que havia consolidado seu lugar como titular de Carlo Ancelotti, confessou à TNT Sports que se sentiu “inútil” ao observar o torneio de casa. Sua ausência gerou dúvidas sobre a profundidade do setor defensivo brasileiro e marcou o fim de um sonho que parecia garantido.

O atleta estreou pela Seleção em 2023 e, em poucos meses, ganhou a confiança de Ancelotti, que o escalou como opção natural para a direita. A Copa, que acabou com a eliminação nas oitavas de final diante da Noruega, foi o primeiro grande teste de Ancelotti à frente da equipe. O Brasil, que entrava como favorito, perdeu um dos seus laterais mais dinâmicos, obrigando o técnico a improvisar com Matheuzinho, do Corinthians, e outros laterais menos experientes.

A lesão ocorreu no amistoso contra o Egito, disputado em 20 de novembro, quando o jogador sentiu um desconforto na coxa após 17 minutos de jogo. O diagnóstico imediato levou à sua exclusão da lista, e Wesley declarou: “Eu sabia que era para estar ali, pelo que eu fiz, por mérito meu, eu ia jogar. Eu me senti inútil em casa.” O relato evidencia o peso psicológico que a retirada impôs ao atleta, que viu seu sonho escapar enquanto assistia aos jogos da bancada.

Além da frustração pessoal, o lateral‑direito descreveu um “trauma” ao acompanhar a trajetória da Seleção enquanto se recuperava. “Eu via meus companheiros e queria estar lá para fazer uma coisa diferente, não que eu fosse mudar o resultado”, disse, reforçando que a sensação de incapacidade o acompanhou até a eliminação. Esse estado emocional pode influenciar a performance futura, exigindo apoio psicológico e um ambiente de clube que favoreça a recuperação plena.

Do ponto de vista tático, a falta de Wesley limitou a opção de Ancelotti de manter a lateral direita mais ofensiva, forçando a equipe a recuar para um esquema mais centralizado. No Roma, sob Gian Piero Gasperini, o jogador tem sido usado como ala esquerda, mas para a Seleção ele é natural pela direita, o que cria um gargalo de adaptação. Sua versatilidade ainda pode ser explorada, porém o técnico terá que equilibrar a necessidade de velocidade nas laterais com a segurança defensiva que Matheuzinho oferece.

Apesar do revés, Wesley demonstrou otimismo ao ser convocado novamente para a primeira janela da FIFA após a Copa, para os amistosos contra Austrália e Índia. Ele afirmou que “agora é trabalhar para a Copa do Mundo de 2030 estar lá” e que vê a Copa América de 2024 como um passo intermediário. A expectativa é que ele retome a titularidade, com Matheuzinho como reserva, e que a comissão mantenha esse esquema caso não haja novas lesões.

Nos próximos meses, o foco de Wesley será a plena recuperação da coxa, a consolidação no Roma – onde estreou na Champions League em 10 de setembro com empate 1 a 1 contra o Fenerbahçe – e a integração ao projeto de Ancelotti. Os torcedores devem observar sua condição física nos amistosos, a adaptação ao estilo de jogo da Seleção e a possibilidade de influenciar a estratégia ofensiva nas laterais. Se tudo correr bem, o lateral‑direito pode ser peça-chave na renovação da Seleção rumo a 2030.

Fonte: Trivela

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