Allan deixa Palmeiras: City aposta no jovem brasileiro
Com Savinho a caminho do Tottenham, o Manchester City vê em Allan a solução para a falta de velocidade nas pontas.

Manchester City confirmou, por meio de Fabrizio Romano, que tem acordo pessoal com Allan, meia‑atacante de 22 anos do Palmeiras, para substituir Savinho, que deve sair para o Tottenham. O clube inglês busca fechar a contratação antes do prazo final de 1 de setembro de 2026, pois a saída do brasileiro deixará um vazio nas pontas. A negociação ganha urgência ao considerar a carga de jogos da Premier League, Champions League e copas domésticas na próxima temporada.
Savinho, que chegou ao City em 2023‑24 e perdeu espaço na campanha 2025‑26, abre espaço em um setor já escasso de opções confiáveis. Atualmente, os titulares são Antoine Semenyo e Jeremy Doku, enquanto Phil Foden e Rayan Cherki são mais armadores que pontas. O Palmeiras, por sua vez, protege Allan com multa rescisória de 100 milhões de euros (cerca de R$ 602,7 mi) e insiste em receber, no mínimo, 40 milhões de euros (R$ 240,3 mi) para liberar o atleta antes de 2026, conforme a ESPN.
Allan desponta como um dos principais nomes do futebol sul‑americano: lidera o Brasileirão com 33 dribles certos em 20 partidas e ocupa a terceira colocação na Libertadores com 10 dribles em 8 jogos. Ele participou de 41 confrontos nesta temporada, marcando ou assistindo em 11 gols, e acumulou 15 passes decisivos na competição continental. Canhoto, costuma atuar no lado direito, cortando para o centro e criando espaço para o companheiro, característica valorizada por Abel Ferreira no esquema de três zagueiros do Verdão.
A versatilidade de Allan encaixa perfeitamente no plano de Enzo Maresca, que também utiliza um bloqueio de três zagueiros no City. Seu perfil de ala moderno, que combina velocidade em 1‑x‑1, capacidade de recuo defensivo e consciência tática, permite que ele contribua tanto na transição ofensiva quanto na recomposição da posse. Essa dualidade é rara entre os jovens ingleses da base, como Jeremy Monga (17) e Ryan McAidoo (18), que ainda carecem de experiência para a pressão constante da Premier League.
Financeiramente, a proposta de 40 milhões de euros representa um desconto de 60 % em relação à cláusula de 100 milhões, mas ainda está dentro do orçamento de City, que tem mantido uma política de investimentos estratégicos após a saída de Kevin De Bruyne. O clube pode amortizar o valor ao vender Allan para clubes da Europa em até três anos, dado seu potencial de valorização e a idade avançada para um primeiro europeu. Além disso, a contratação reduz a necessidade de buscar múltiplas opções de mercado para as pontas, otimizando o elenco para a temporada de 2026‑27.
Para o Palmeiras, perder Allan significa abrir um buraco em um time que disputa simultaneamente Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil. A diretoria alviverde já sinalizou que, caso a negociação se concretize, reinvestirá parte da receita na renovação de contratos de jogadores-chave e na contratação de um substituto imediato, possivelmente um jovem da base ou um reforço de mercado interno. O impacto imediato nas competições continentais será mitigado pela profundidade do elenco, mas a ausência de seu criativo pode alterar a dinâmica ofensiva nas fases decisivas.
As conversas entre City e Palmeiras seguem abertas até 1 de setembro, quando a janela de transferências se encerra. Caso o acordo seja fechado, Allan deverá ser apresentado ao Etihad Stadium ainda antes do início dos treinamentos de pré‑temporada, permitindo sua adaptação ao ritmo intenso de Guardiola. Os torcedores de ambos os clubes ficarão atentos ao desenrolar das negociações e ao desempenho do brasileiro nas primeiras partidas da Premier League, que definirão se a aposta se traduzirá em vantagem competitiva para os Citizens.
Fonte: Trivela
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