Arthur Elias projeta seleção quase pronta e aposta em Marta para 2027
Técnico revela que 70% do grupo está definido e destaca o desafio físico da capitã de 40 anos.

Arthur Elias confirmou que a Seleção Brasileira feminina chega a 70% de seu elenco definido para a Copa do Mundo de 2027, ao mesmo tempo que enfatiza que Marta permanece nos planos, apesar de um ano de preparação irregular. O técnico destacou a vantagem de abrir o torneio no Maracanã, estádio que sediará também a partida final. Essa combinação de quase completude de grupo e casa cheia eleva as expectativas para a campanha brasileira.
A seleção entra no Mundial como anfitriã automática, após a CBF garantir o direito de disputar a competição em casa. Historicamente, o Brasil chegou às semifinais em 2023 e tem Marta como maior artilheira da história da equipe, com mais de 115 gols e 170 convocações. O torneio será disputado entre 24 de junho e 25 de julho, com o Brasil cabeça de chave do Grupo A, o que lhe assegura enfrentar os demais adversários como visitante nos estádios de São Paulo e Brasília.
Marta, de 40 anos, completará 41 na abertura do Mundial e ainda não realizou pré-temporada completa, tendo jogado apenas partidas esporádicas pelo Orlando Pride. Elias admitiu que o papel da craque será definido mais perto da competição, mas garantiu apoio total para que ela chegue em plena forma física. A lenda do futebol feminino traz não só experiência tática, mas também um valor de marketing incomparável para o evento.
O número de 70% citado por Elias reflete a continuidade de jogadoras que já foram convocadas em ciclos recentes, como Geyse, Andressa e Tamires, enquanto ainda há espaço para atletas que se destacarem nas ligas europeias e sul‑americanas. O técnico ressaltou que o futebol feminino é dinâmico e que a lista final dependerá do desempenho nos clubes, sobretudo de quem ainda não viveu seu melhor momento em 2026. Essa postura abre margem para surpresas e reforça a competitividade interna.
Do ponto de vista tático, a presença de Marta pode proporcionar variações de ataque, seja como referência no último terço ou como criadora de jogadas a partir das alas. Contudo, sua idade e falta de ritmo exigem um manejo cuidadoso para evitar sobrecarga, o que pode levar Elias a utilizá‑la em períodos mais curtos ou em situações específicas de jogo. O fato de a equipe jogar três partidas em estádios de alta capacidade – Maracanã, Neo Química Arena e Mané Garrincha – pode neutralizar a pressão externa e favorecer um estilo mais ofensivo.
Além da dimensão esportiva, Marta representa um ativo comercial decisivo: sua imagem atrai patrocínios, aumenta a audiência televisiva e reforça a estratégia da CBF de promover o futebol feminino. O torneio, com duas partidas marcadas para o Maracanã, será o primeiro estádio a sediar três finais de Copa, ampliando o potencial de receita de bilheteria e de transmissão. O sucesso da seleção, portanto, tem implicações diretas nos números de público e nos investimentos futuros nas categorias de base.
Nos próximos meses, a seleção realizará amistosos contra Estados Unidos e Japão, que servirão como palco final para a definição do elenco. A convocação definitiva está prevista para o final de setembro, quando Elias deverá anunciar quem ocupará o papel de Marta e quais jovens terão oportunidade. Torcedores e analistas deverão observar a adaptação física da capitã, a integração das novas convocadas e a forma como o técnico equilibra experiência e renovação rumo ao objetivo de chegar à final.
Fonte: ge.globo
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