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Atlético entra em crise: Julián Álvarez estreia sob tensão com a diretoria

O atacante argentino é relacionado para a primeira partida da LaLiga enquanto disputa guerra interna com o CEO Gil Marín.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Atlético entra em crise: Julián Álvarez estreia sob tensão com a diretoria

Julián Álvarez foi incluído na lista de relacionados para a partida inaugural do Atlético de Madrid na LaLiga contra o Villarreal, apesar de uma guerra aberta com o CEO Gil Marín. O impasse, que já dura meses, coloca em risco a estabilidade do ataque do clube já nas primeiras horas da temporada. A decisão de mantê-lo no plantel revela a complexidade de conciliar desempenho esportivo e pressão de transferência.

O Atlético inicia a campanha 2026-27 buscando recuperar o segundo lugar da temporada passada, onde terminou com 71 pontos, a cinco do líder. Desde a sua chegada em 2024, Álvarez tem sido peça-chave, marcando 12 gols em 28 partidas e ajudando a equipe a chegar às semifinais da Liga Europa. Contudo, o clube ainda não renovou o contrato do argentino, cujo vínculo expira em 2029, mantendo viva a cláusula de rescisão de 150 milhões de euros.

Em março, Álvarez manifestou publicamente o desejo de vestir a camisa do Barcelona, exigência que Gil Marín transformou em condição: o clube só liberaria o jogador se um adversário pagasse a multa integral. Em junho, o Real Madrid apresentou uma proposta dentro desse valor, mas Marín exigiu que Álvarez declarasse seu interesse em deixar o Atlético durante a Copa do Mundo – pedido que o atacante cumpriu ao citar o “sonho de jogar no Barcelona”. Quando a negociação com o Real esfriou, o Arsenal apareceu como possível destino, mas Álvarez recusou, reforçando a preferência pelo Barcelona.

Mesmo com o clima hostil, Álvarez continua treinando com o elenco, embora o relacionamento com Diego Simeone pareça frio. Em coletiva, Simeone evitou críticas diretas, afirmando que o argentino “está treinando da melhor maneira, respeitando seus companheiros”. O técnico, que foi decisivo para a contratação em 2024, agora tem que decidir se o atacante será titular ou reserva na estreia.

Do ponto de vista tático, a ausência de Álvarez no ataque reduz a variedade de opções de Simeone, que costuma alternar entre o 4‑4‑2 e o 4‑4‑1‑2. A presença do argentino no banco poderia limitar a capacidade de pressionar alto, um dos pilares do estilo colchonero. Além disso, a tensão interna pode afetar o moral do grupo, especialmente dos jovens que veem o conflito como um sinal de instabilidade.

Financeiramente, a cláusula de 150 milhões de euros representa um obstáculo para clubes que não dispõem de recursos tão elevados. O Barcelona, ainda lidando com as consequências de sua reestruturação salarial, precisará avaliar se o investimento compensa a perda de um atacante já integrado ao esquema de Simeone. Para o Atlético, a recusa do Arsenal indica que a diretoria prefere manter o valor de mercado, mas corre o risco de desvalorizar o jogador caso a situação se prolongue.

No domingo, o Atlético de Madrid enfrentará o Villarreal às 12h (horário de Brasília) no Metropolitano, partida que será o primeiro teste da relação entre Álvarez e a torcida. Simeone prometeu não tolerar insultos, mas o comportamento da arquibancada será monitorado de perto. O que se observará nos próximos minutos são a postura do atacante em campo, a reação da equipe diante da pressão externa e, sobretudo, se a diretoria buscará acelerar uma solução antes da segunda rodada.

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