Atlético-MG tenta reviver viradas históricas contra o Santos na Sul-Americana
Galo precisa de vitória por dois gols de diferença para virar o 2 a 0 sofrido no primeiro turno.

O Atlético-MG tem 90 minutos para reverter o 2 a 0 que sofreu diante do Santos na Vila Belmiro e avançar às semifinais da Sul-Americana. Uma vitória por dois gols de diferença garante a classificação; se o placar ficar exatamente 2 a 0, a decisão vai para os pênaltis. O duelo, marcado para 19h de quarta‑feira na Arena MRV, é o último obstáculo para manter viva a esperança de um título continental.
O confronto faz parte das quartas‑de‑final da edição 2026 da Sul‑Americana, torneio que reúne os 32 melhores clubes da América do Sul. O Santos saiu vencedor no primeiro jogo, impondo 2 a 0 em pleno Vila Belmiro, o que deixou o Galo em situação de desvantagem absoluta. O Atlético, que ainda luta por uma vaga na Libertadores através do Brasileirão, vê na virada a oportunidade de garantir receita extra e reforçar a credibilidade da campanha.
A história recente do Galo está repleta de reviravoltas que servem de combustível emocional. Em 2013, na semifinal da Libertadores contra o Newell's Old Boys, o Atlético venceu 2 a 0 no Independência e avançou nos pênaltis após empate no tempo normal. No mesmo ano, contra o Olimpia, reverteu outro 2 a 0 e sagrou-se campeão nos disparos da bola parada. Em 2014, nas quartas da Copa do Brasil contra o Corinthians e nas semifinais contra o Flamengo, o Galo virou 2 a 0 em desvantagem para vencer por 4 a 1 nos dois confrontos. Mais recentemente, na rodada 32 do Brasileirão de 2021, o time virou 2 a 0 contra o Bahia e conquistou o 3 a 2 que garantiu o título nacional após 50 anos.
Taticamente, o técnico Luis Domínguez tem deixado claro que a partida será decidida nos primeiros minutos. O plano inclui pressão alta desde o pontapé inicial, uso intensivo das laterais com Hulk e Keno avançando como pontas, e a exploração dos espaços deixados pelos laterais santistas. O meio‑campo, comandado por Guilherme e Luan, deve buscar a posse rápida para liberar os atacantes, enquanto o zagueiro Leonardo Silva assume a função de bola parada, lembrando seu gol contra o Olimpia em 2013. A experiência de Domínguez em situações de mata‑mata será decisiva para manter a disciplina defensiva caso o Galo abra o placar.
Do ponto de vista financeiro, avançar para as semifinais representa cerca de US$ 5 milhões em premiações da CONMEBOL, além de maior visibilidade nas transmissões internacionais. Na tabela do Brasileirão, um avanço pode aliviar a pressão por uma vaga direta na Libertadores, permitindo ao clube negociar reforços no mercado de inverno com maior tranquilidade. O sucesso também reforça a marca Atlético‑MG, atraindo patrocínios e ampliando a base de torcedores fora de Minas Gerais.
Para a torcida, o discurso “eu acredito” que ecoou nas arquibancadas de 2013 e 2014 volta a ser o mantra da noite. A Arena MRV está programada para receber mais de 45 mil torcedores, e a energia da torcida costuma ser um diferencial nas grandes viradas do Galo. Cada canto, cada bandeira, cria um ambiente que pode intimidar o Santos e inspirar os jogadores a buscar o gol decisivo nos momentos críticos.
O que observar na partida são os primeiros 15 minutos, quando o Galo precisará marcar para aliviar a pressão psicológica. As jogadas de bola parada, especialmente os escanteios de Hulk, podem ser a chave para abrir o placar. Caso o Galo conquiste uma vantagem de dois gols antes do intervalo, a estratégia mudará para a manutenção da vantagem, com Domínguez reforçando a marcação e controlando o ritmo do jogo.
Fonte: ge.globo
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