Bahia considera venda de Cauly ao São Paulo meta quase inalcançável
Diretor Cadu Santoro admite que a negociação não garante o cumprimento da meta financeira do clube.

O diretor de futebol do Bahia, Cadu Santoro, afirmou que a venda do meia Cauly ao São Paulo está longe de garantir o cumprimento da meta financeira estabelecida pelo clube para a temporada. A declaração, feita em entrevista recente, traz à tona a fragilidade das finanças tricolores e a urgência de encontrar alternativas no mercado. Sem a concretização de um acordo, Cauly deve retornar ao elenco baiano ao final da temporada de empréstimo.
O Bahia vive um momento delicado na Série A 2024, lutando para se afastar da zona de rebaixamento enquanto tenta equilibrar o orçamento diante de receitas reduzidas e custos operacionais crescentes. O clube tem como objetivo fechar o exercício com superavit, mas a falta de grandes receitas de patrocínio e a necessidade de pagar salários elevados colocam pressão sobre a diretoria. Nesse cenário, a venda de ativos como Cauly ganha destaque como potencial alívio financeiro.
Cauly chegou ao Bahia em 2023 com contrato até dezembro de 2026 e, no início de 2024, renovou o vínculo até dezembro de 2028, reforçando a confiança da direção no jogador. Em julho de 2024, o meia foi emprestado ao São Paulo, onde acumulou 24 partidas, porém apenas 14 com mais de 45 minutos em campo e quatro partidas como titular nos últimos quatro meses. Sua última oportunidade veio no clássico contra o Palmeiras, quando foi escalado no XI inicial, mas o desempenho não convenceu o técnico Rogério Ceni.
Santoro revelou que o Bahia está aberto a novas propostas por Cauly, mas ainda não conversou com Rogério Ceni sobre a possibilidade de venda definitiva. Segundo o diretor, “Ainda é cedo, ainda não tive conversas com Rogério sobre isso. Mas se ele não bater a meta e não houver oferta de compra, ele se reapresenta junto com os outros atletas que têm contrato com o clube”. Essa postura indica que o clube mantém a porta aberta, mas depende de um valor que cubra parte da meta financeira.
Do ponto de vista tático, a saída de Cauly deixaria o Bahia com um vazio no meio‑campo, onde o jogador tem sido importante na transição ofensiva e na marcação. Financeiramente, a transferência poderia aportar entre 10 e 15 milhões de reais, valor ainda insuficiente para fechar a lacuna orçamentária, que segundo a diretoria supera 30 milhões. Assim, a diretoria precisará combinar a venda com outras negociações ou renegociações de contratos para alcançar o equilíbrio.
Para o São Paulo, a situação é igualmente complexa: o clube ainda busca um meia criativo que consiga regularizar o ritmo de jogo, mas a pouca utilização de Cauly nos últimos meses levanta dúvidas sobre seu futuro na equipe. Caso não haja interesse renovado de Rogério Ceni, o Tricolor pode optar por liberar o atleta, o que abriria espaço para outras contratações ou a promoção de jovens da base. O mercado ainda oferece opções, mas o prazo para fechar a janela de transferências se encerra em 31 de agosto.
Nos próximos dias, o Bahia deverá avaliar as propostas que surgirem até o fechamento da janela e decidir se mantém Cauly ou o vende a preço que ajude a cumprir a meta. Enquanto isso, o técnico Enderson Moreira tem a missão de integrar o meia ao elenco caso ele retorne, e a torcida acompanha atentamente o desenrolar da negociação. O próximo desafio do Bahia será o confronto contra o Corinthians, onde a presença ou ausência de Cauly será um dos pontos críticos a observar.
Fonte: ge.globo
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