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Barros perde titularidade e enfrenta críticas antes do duelo com Cruzeiro

O volante que brilhou no primeiro turno volta ao banco e tem seu futuro no Vasco colocado em xeque.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Barros perde titularidade e enfrenta críticas antes do duelo com Cruzeiro

Barros, autor dos dois gols da virada do Vasco no 3 a 3 contra o Cruzeiro na 6ª rodada, inicia o segundo duelo como reserva e alvo de críticas, apesar de ainda estar à disposição para entrar a qualquer momento, conforme a escalação de Pedro Emanuel para o confronto de sábado, às 21h20, em São Januário.

O volante chegou ao Vasco em 2025, sob o comando de Zé Diniz, e rapidamente se firmou como um dos destaques, sobretudo nos clássicos, quando sua capacidade de transição e chegada ao ataque garantiu-lhe a posição de número 5 titular, consolidando-se como peça-chave da estratégia ofensiva da equipe.

Na partida de ida, Barros abriu o placar de 2 a 1 no Mineirão, mas, poucos minutos depois, recebeu o segundo cartão amarelo ao usar o braço para impedir a bola, sendo expulso por um lance semelhante ao que protagonizou contra o Flamengo no Campeonato Carioca, deixando o Vasco com dez jogadores por boa parte do confronto.

A sequência de episódios negativos continuou: na primeira partida das quartas de final da Copa do Brasil contra o Vitória, aos 18 minutos do primeiro tempo, ele foi o último homem a tocar a bola e recebeu vermelho por mão na bola, obrigando o time a jogar quase todo o jogo com um a menos, embora ainda assim vencesse por 1 a 0 com gol de Andrés Gómez; no Carioca, errou dois pênaltis na semifinal contra o Fluminense, contribuindo para a eliminação da equipe.

Pedro Emanuel, em coletiva na última quarta-feira, defendeu o volante, classificando o cartão como injusto e ressaltando a confiança que ainda tem em Barros, ao mesmo tempo que explicou que a chegada de Santiago Sosa não tem objetivo de substituir, mas de gerar competitividade na posição, afirmando que o jogador está “mais leve, mais solto, não só fisicamente, mas mentalmente”.

Do ponto de vista tático, a ausência de Barros como titular reduz a opção de um volante de corte que une marcação e apoio ao ataque, obrigando o técnico a alternar entre Jair e Sosa, o que pode comprometer a estabilidade do meio‑campo e a fluidez ofensiva que o Vasco vinha apresentando; a pressão da torcida aumenta a necessidade de respostas rápidas para evitar retrocessos na tabela.

Com o Vasco ainda buscando consolidar sua posição no meio da tabela do Brasileirão, o duelo contra o Cruzeiro será decisivo para medir se Barros conseguirá reconquistar a confiança da comissão e da torcida, ou se a concorrência interna consolidará sua permanência no banco, enquanto os torcedores observarão a postura de Sosa e a reação do time ao jogar com um volante menos experiente.

Fonte: ge.globo

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