Botafogo vê desempenho despencar após Copa e corre risco de Z-4
A queda de eficiência ofensiva e a vulnerabilidade defensiva deixaram o Alvinegro a quatro pontos da zona de rebaixamento.

O Botafogo viu seu rendimento despencar na sequência da Copa do Mundo, passando de 54,6% de aproveitamento para 39,4% e se aproximando a quatro pontos da zona de rebaixamento, alerta que a diretoria divulgou em 15 de setembro de 2026.
Até a pausa da Copa, o clube carioca havia disputado 11 partidas, marcando 20 gols (média de 1,8 por jogo), com cinco vitórias, três empates e três derrotas, o que lhe garantiu 54,6% de pontos e uma posição confortável no meio da tabela.
No retorno, a produção ofensiva despencou para nove gols em 11 jogos (0,8 por partida), com 178 finalizações – 16,2 por jogo – quase 2 tentativas a menos que antes; a taxa de conversão caiu de um gol a cada 10,1 chutes para um a cada 19,8, indicando perda de eficiência decisiva.
A fragilidade também se refletiu na defesa: a posse de bola recuou de 53% para 49%, os desarmes subiram de 127 para 150, e o número de finalizações adversárias aumentou de 134 (12,2 por jogo) para 165 (15 por jogo), elevando os gols sofridos de 13 para 16; durante esse período, Franclim Carvalho foi substituído pelo interino Rodrigo Bellão.
Taticamente, o Botafogo passou a depender mais de trabalho sem a bola, como evidencia o aumento dos desarmes, mas sem conseguir transformar a posse em oportunidades reais de gol, o que explica a queda de pontos e a proximidade do Z‑4, sobretudo diante de adversários diretos na tabela.
A situação intensifica a pressão sobre a diretoria, que já sinalizou a necessidade de contratar um técnico permanente antes da data‑FIFA; a falta de resultados pode comprometer receitas de bilheteria e patrocínios, enquanto a torcida exige respostas imediatas ao desempenho abaixo do esperado.
O próximo desafio será o duelo direto contra o Grêmio, marcado para a quarta‑feira, às 19h30 (horário de Brasília), na 21ª rodada; observar a capacidade de melhorar a eficiência nas finalizações e a solidez defensiva será crucial para afastar o risco de rebaixamento.
Fonte: ge.globo
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